segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Augusto não era tão anjo assim. 
Não entendo até hoje seu plural.


Tenhamos exatidão que tantas vidas passarão
E que é preciso aprender com cada uma delas
Com os acertos, com os erros
Com a alma e com o coração
Pois caminhos nascem pelo descobrir das janelas



sábado, 17 de fevereiro de 2018


As parceiras

Bebem noites, mas adoram café da manhã...
Mastigam palavras poeticamente,
e cinicamente arrotam desaforos...
Conversam com anjos.
Passam os finais de semana no inferno.

Compram tapetes na feira livre.
Adoram tapetes voadores e persas...
Riem com cumplicidade e choram do mesmo modo.
Possuem palavras doces,
que transformam em cicatrizes outras palavras...
Mudam a sala a toda hora.
Fazem as malas a todo instante.
Adoram samambaias e cult movies.
São contraditórias,
mas nós amamos suas histórias...
E por paixão e risco nos entrelaçamos a elas...

(As parceiras não tem nexo. Nem sexo devem ter.
São línguas, do hiato ao plural. Muito de transbordar nada,
pouco de preencher tudo)

São assim as parceiras,
que muitas vezes nem primeiras são...
As parceiras são pele e flor.
Viver sem elas seria cômodo demais.



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Existe algo no ar
Que a Globo não diz
Está nas entrelinhas 
Nas lições dos escravos
Na dança, na avenida
Resgate da vida
Sempre é tempo de ser feliz
Caminhos encantados do acaso

A mágica sensação do ver sem nunca ter avistado.
O delirante sujeito que nunca faz parte da frase.
Atenha-se aos detalhes, ao acaso.
De vez em quando provoque-se,
como forma encantada de provar que a vida corre por suas veias...

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Aparências

O dia tropeça na tarde, 
mas quem cai é a noite



O dia tropeça na tarde, 
mas quem cai é a noite.
Dias

A fogueira não tem eira nem beira e não arde...
nem o punhal que deveria ferir faz alarde...
tem dias que a dor vem da calmaria... 
as vezes o momento exato é tarde...
é salutar comer no jantar, alquimia...
Assim

Que desatino de vida, que maçaroca doida e doída, que vai assim, feito punhal, a desbravar o meu peito. Esse peso nas costas, essa luta para defender o que é de direito.

Que o amor seja a costura, chuleio de colchas que nos abrigarão de noites frias, um canto de tanto tempo a trilhar nossos momentos, essa luta de fazer o que precisa ser feito.

Procure o abraço antes do grito, procure o amigo antes do medo, entenda que como está esse mundo, só o mar do entendimento te fará navegar, essa luta para mostrar que as velas precisam de mar.


Luas

Repartiram os traumas, juntaram as camas, as coxas, as crises.
Alugaram uma quitinete.
Compraram fogão, geladeira e uma garrafa de vinho branco.
Trocaram olhares maliciosos, penduraram um quadro, contaram até quatro.
Ah! Era quarta.
Beijaram-se muito, muito mesmo.
Perderam o ar, os sentidos e uma pulseira que ela ganhou da tia.
Juraram amor eterno.
Ele, vestiu seu único terno.
E foi tentar, tentar, tentar.
Já era quinta, sexta, sábado, domingo, segunda, terça, quarta de novo...

Seca

Que chuva tamanha que beija a seca,
A minha seca boca.
Chuva que molha as roupas do passado
E dá febre.
Uma febre tamanha que queima a seca,
A minha seca boca.
Uma sensatez louca.
A previsão é que a chuva tamanha não pare,
Então, que encharque.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Cons

Consciência tranquila da paz é filha.
Sigo, pois...

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

D’alma
Acredito em pandorgas
porque acredito nos ventos

sábado, 27 de janeiro de 2018






Chás  
                                                                                             
De camomila
de cidreira
de laranjeira
de cadeira
de sumiço
de lareira
eu quero chá

Chá com bolinhos de chuva
chuva para molhar a alma
alma para ser do corpo a luva
luva para aquecer a calma

sábado, 20 de janeiro de 2018


Amor tem que fazer rir... Eu vivo a gargalhar.... Parabéns , amor meu.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018



O tempo ele está bem ao seu lado, pronto para favorecê-lo ou pronto para dominá-lo, comê-lo, infartá-lo... depende de você... os pássaros cantam toda a manhã, o dia que você não tira um segundo para ouvi-los, eles também cantam... assim passam as coisas em nossa vida...diga mais “ eu te amo”, “eu te respeito”, “como é bom estar com você”, porque amanhã poderá ser tarde demais... aprenda que essa vida fará você aprender mais para as próximas vidas que seguirem. De alguma forma tudo passa, então faça esse “passar” com mais amor e cuidados. Cuidar é uma forma encantada de amar, amor sem cuidados é amor vão... que o final de semana seja de luz para nós todos.
Fomes                                                                                                 

Era inevitável a queda
frente ao vazio que se fazia
era café sem bolacha, sem fatia
era fome o que o coração mostrava e dizia

Era inevitável o pranto
frente ao exposto
era lição sem cartilha
era um mar imenso sem nenhuma possível ilha

Era inevitável o fim
frente ao penúltimo capítulo que se escrevia
era final feliz sem nenhum par
era romance sem nenhuma poesia

A fome comia...





Conversas

Ainda assim, acredito em minha varanda, em minha rede, em minha poesia... acredito que tudo é simples demais e complicamos tudo. Ainda assim, acredito em andar de mãos dadas, em dormir de conchinha e outras posições de encaixes. Ainda assim, sigo a buscar, a "me" perder, a "me" encontrar e, tenham certeza que o tempo passa rápido
demais e precisamos aproveitá-lo com muito amor, em todos os sentidos. Ainda assim, continuo a passear na praia, a escutar as gaivotas e a todo o momento resgatar o menino que mora dentro de mim. Às vezes me pergunto se estou no mundo certo. A resposta vem rápida: com certeza, não.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Conversas

Ainda assim, acredito em minha varanda, em minha rede, em minha poesia... acredito que tudo é simples demais e complicamos tudo. Ainda assim, acredito em andar de mãos dadas, em dormir de conchinha e outras posições de encaixes. Ainda assim, sigo a buscar, a "me" perder, a "me" encontrar e, tenham certeza que o tempo passa rápido
demais e precisamos aproveitá-lo com muito amor, em todos os sentidos. Ainda assim, continuo a passear na praia, a escutar as gaivotas e a todo o momento resgatar o menino que mora dentro de mim. Às vezes me pergunto se estou no mundo certo. A resposta vem rápida: com certeza, não.






Trilhas e aprendizados

Num sorriso cabe um mundo
Na palavra mais simples vive um soneto
No olhar sincero mora um beijo
Viajar é uma questão de jeito
Perdoar é espalhar harmonia
E a qualquer hora do dia
Alimente-se de compreensão
Viver é breve
É preciso ser leve
Atenção sempre

Escute os acordes que trilham o coração

Não cabe em mim tudo o que sinto
Não diz tudo o resultado final dessa conta
Não vê tudo o exato e sua poderosa sonda
Faltam tamanhos para explicar o tanto

Não cabe no que diz incomensurável
O todo que mora aqui dentro
Nem é possível determinar a intensidade
Que provoca a felicidade que explode em mim

Até a compreensão precisa e intensa tem seus limites
A tua presença no mundo me basta para não ser triste
O que chamam de tudo é apenas uma parte do que cabe em mim
Que tamanho mais do que o imenso terá este amor que sinto por ti?

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

A Chuva

De repente a cor
A lágrima
Desenho de mar
Na varanda
Molhar
O céu
Entender o varal
A chuva caiu como uma luva
A Música
A coser a noite
A mostrar a paz
A colher a vida
A chuva
E seus sinais


domingo, 31 de dezembro de 2017

Harmonia, compreensão, bom senso,
respeito e muito amor

TODOS OS DIAS

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Simplicidade

Vivo na certeza que o simples é tudo e é tanto
Perco-me nessa verdade, é assim meu canto
Procuro a sensatez, a coerência e o aprendizado
Perco-me, de vez, nesses caminhos
A nuvem escurece e a tormenta se agiganta
Faz arte, faz parte
Sei que o que eu entendo por compreensão
Muitas vezes não é entendido
Aquele livro que sabemos da história,
Mas que nunca foi lido
Sei que a paz e a tranquilidade que quero se aproximam
A casa está pronta para a chegada delas
Nas entrelinhas conto tudo da minha vida
Poucos leem
(Entenda, este sufoco que passo é meu alimento
Sempre fui forte, sempre fui leal
E vejo o sol qualquer que seja o tempo das manhãs)




sábado, 23 de dezembro de 2017

As emoções chorando
minha alma quase quarando
tal roupa no varal de casa
deixa o sol
deixa o sol
invadir minha asa

domingo, 17 de dezembro de 2017

Um corpo e uma alma cansados
Ficam fora de controle
Em tempos de sentimentos remotos

Uma vela sem vento não é sinônimo de calma
É preciso que uma resposta venha do mar
Pés e asas necessitam, de vez em quando, viajar
A lógica é chata
Ferrugem sem sentimento é lata
Quem não quer nada, cata
Quem quer tudo, ataca
Vampiro sem medo beija a estaca
O exato é mato
Num brejo sem vaca

domingo, 10 de dezembro de 2017

Linhas e lanhos

O mundo continua a olhar as pessoas que habitam o mundo sem entender e as pessoas que habitam o mundo acham que destruir o mundo é aprender. Nossos males são as pessoas, infelizmente, estão falidas moralmente, estão a esperar uma oportunidade “de se dar bem” e por querer esse objetivo fazem tudo.  Precisamos salvar o mundo, cuidar da natureza, dar esperança aos nossos filhos, mas a “natureza” das pessoas é destrutiva e egoísta. 

O tratamento que o mundo dá as nossas mulheres é deplorável, assim também como com os índios, homoafetivos, negros, e tantas outras pessoas que possuem o direito de viver a vida como quiserem. Falta amor. Falta diálogo. Falta vergonha na cara. Falta entender se essa loucura continuar, faltará tudo. 

Somos fantoches, bebemos a verdade da web, nossas leis são o que as grandes redes de comunicação relatam e assim vamos morrendo aos poucos. “Sobre ontem” me rendeu várias mensagens que me fizeram sorrir e outras tantas que me fizeram temer. A sensação de estar sozinho é de arrepiar. Tantas vezes tive oportunidade “ de me dar bem” e por seguir o que minha mãe e o meu pai ensinaram fui integro, fui leal. 

Durmo com a cabeça no travesseiro tranquilo. Obviamente que paguei muito por isso e ainda pago. Agradeço todos os dias os amigos fiéis que tenho. Não é fácil ser coerente. É desgastante ser verdadeiro.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017



Sobre ontem

Na minha fala não cabe outra boca que não seja a minha
Não sou guri de recados
Sei que a vida é um aprendizado
E lapidação

A verdade não deve ser segredo
Que fique claro
Já me assustei muito na vida e resisti
para agora ter medo
Fomes                                                                                                 

Era inevitável a queda
frente ao vazio que se fazia
era café sem bolacha, sem fatia
era fome o que o coração mostrava e dizia

Era inevitável o pranto
frente ao exposto
era lição sem cartilha
era um mar imenso sem nenhuma possível ilha

Era inevitável o fim
frente ao penúltimo capítulo que se escrevia
era final feliz sem nenhum par
era romance sem nenhuma poesia


A fome comia...
Morde, assopra e cura      

Amo sempre como nunca.
Ainda é cedo para amar tarde.
Paixão é mercúrio.
Amor é mertiolate.


De surpresa

Vou me disfarçar de nunca mais para pegar o amor de surpresa...
Talvez assim ele apareça...
Margens

Nas margens do teu rio eu mergulho sem medo
neste momento
não tenho frio
não tenho dúvida

não tenho segredo
Luas
           
Repartiram os traumas, juntaram as camas, as coxas, as crises.
Alugaram um quitinete.
Compraram fogão, geladeira e uma garrafa de vinho branco.
Trocaram olhares maliciosos, penduraram um quadro, 
contaram até quatro.
Ah! Era quarta.
Beijaram-se muito, muito mesmo.
Perderam o ar, os sentidos e uma pulseira que ela ganhou da tia.
Juraram amor eterno.
Ele, vestiu seu único terno.
E foi tentar, tentar, tentar.

Já era quinta, sexta, sábado, domingo, segunda, terça, quarta de novo...

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017



Acredite

Eu vejo beijos sinceros e choro
Não me enquadro direito nesse mundo
Acho que morrerei cedo
Mas não posso esperar tanto
Juro não tenho mais medo
Pois tantas vidas vivi e viverei
Vivi tantos reinos
Rainhas, princesas, plebeias
Nunca quis ser rei

Fui e entendi o caminho da felicidade
Linhas e novelos de simplicidade
Colchas e cobertores de muito amor
Tive sorte de ter pais encantados
Destes de contos de fada
Pude com muita vontade e trabalho
Sobreviver com minha escrita
Bendita escrita

Tenho amigos que me abraçam
E eles me confortam e estão sempre comigo
Não são muitos, mas são o bastante
Sofro muito para provar que é o simples que quero
Há um silêncio em mim que grita
E mesmo que tenha errado muito, fui sincero
Em vez de inventar o que seria alegria
Fui ser aprendiz
E aos poucos fui entender o que era ser feliz

Eu choro muito porque aprendi a perceber
Este verbo de ligação que ninguém lê
Tudo é muito rápido, meu amigo
Para ter que sempre olhar o lado ruim
Procure a luz, aquela do fim do túnel
E acredite ela sempre está bem aqui
Não queira ser o dono de toda a verdade
Seja apenas o dono da tua felicidade
Sobre ontem

Na minha fala não cabe outra boca que não seja a minha
Não sou guri de recados
Sei que a vida é um aprendizado
E lapidação

A verdade não deve ser segredo
Que fique claro
Já me assustei muito na vida e resisti
para agora ter medo

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Um conto de sarda


Uma menina com sarda
Brincava atrás da cortina
Desenhava uma fada
A solitária menina


Queria que a fada
Num toque de sua varinha
Retirasse do seu rosto a sarda
E ela detrás da cortina


A fada não entendendo nada
E achando tão bela a menina
Num toque doce de fada
Desapareceu com a cortina...


sábado, 25 de novembro de 2017

Tudo ao seu tempo


O que estava tão longe se vê à beira
um toque agora desenha o encaixe
com peças de um quebra-cabeça
guardado pelo tempo
um relógio quebrado não retarda hora alguma
tudo ao seu tempo
e o amor não é cúmplice do meteorologista


Nós

Nós para atar
Nós atados
Nós sem par
Cegos por nós
Nós soltos
Despercebidos
Nós lidos
Esquecidos
Nós para juntar
O inconcebível
Acredito
Em nós para sempre

domingo, 19 de novembro de 2017

Acredite

Eu vejo beijos sinceros e choro
Não me enquadro direito nesse mundo
Acho que morrerei cedo
Mas não posso esperar tanto
Juro não tenho mais medo
Pois tantas vidas vivi e viverei
Vivi tantos reinos
Rainhas, princesas, plebeias
Nunca quis ser rei
Fui e entendi o caminho da felicidade
Linhas e novelos de simplicidade
Colchas e cobertores de muito amor
Tive sorte de ter pais encantados
Destes de contos de fada
Pude com muita vontade e trabalho
Sobreviver com minha escrita
Bendita escrita

Tenho amigos que me abraçam
E eles me confortam e estão sempre comigo
Não são muitos, mas são o bastante
Sofro muito para provar que é o simples que quero
Há um silêncio em mim que grita
E mesmo que tenha errado muito, fui sincero
Em vez de inventar o que seria alegria
Fui ser aprendiz
E aos poucos fui entender o que era ser feliz
Eu choro muito porque aprendi a perceber
Este verbo de ligação que ninguém lê
Tudo é muito rápido, meu amigo
Para ter que sempre olhar o lado ruim
Procure a luz, aquela do fim do túnel
E acredite ela sempre está bem aqui
Não queira ser o dono de toda a verdade
Seja apenas o dono da tua felicidade




quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O olhar mexe com o corpo, arrepia a alma, aquece o mais do que o tanto...
A cor do tato desenha o corpo, redescobre a alma, expõe o mais do que o tanto...
A boca umedece o corpo, acalenta a alma, deseja o mais do que o tanto...

O amor é a refeição do olhar, do corpo, da alma e do mais do que o tanto...


terça-feira, 14 de novembro de 2017


Quem ama não data.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Há de ser inconveniente
para muita gente
essa minha mania
de me lapidar com o erro
não que isso
me absolva do ato
mas de fato
é preciso atenção
viver bem
é um passo entre

o aprender e o perdão

domingo, 12 de novembro de 2017

Quando a exatidão descobre que a surpresa é fundamental

Baldes de mares teimam em encher dedais
Assim esquecemos os beijos no meio da tarde
Das cartas redigidas a mão


É preciso surpreender
O amor necessita de arrepios e friozinhos na barriga
Amor não tem botão de liga e desliga

Botões que valem de verdade
São os que deliciosamente abrimos para sentir o corpo amado







Solidão


É tarde
a noite arde
é pressa
a lua cresce
é madrugada
a nuvem passa
é frio
o conhaque aquece
e um estopim 
brinca à beira de uma fogueira