terça-feira, 24 de abril de 2018


A pergunta?

Intermitente
Hiato
Agonizante

O silêncio arquiteta
A injustiça bate a meta
Regras para que o galo
Não mais cante

Brasil me diz onde mora o
“Brado retumbante”???

domingo, 22 de abril de 2018


Existe uma brisa que bate 
e que pouco se nota 
é ela que muitas vezes 

faz o nosso barco navegar



sábado, 21 de abril de 2018

Nós quem???

um nó que ama,
ou que aprende,
ou que prende,
ou que excita,
ou que ata,
ou um nó na garganta,
que grita,
que se agiganta
e faz nascer a voz...
a voz dos nós...


A poesia é tal um filho
Criamos, acarinhamos, cuidamos
E ele corre o mundo
Morremos com certeza antes dela
E dela outros frutos nascerão
A poesia começa, mas não termina
A verdade não necessita de luvas
Guardo-te

Guardo-te como quem guarda o gosto da primeira manhã.

Infinitamente. Guardo-te como quem viu o céu uma única vez
Da flor da pele

A flor da pele
Rosa não deve ser.
Minh ’alma eu mesmo lavo.
A rosa não brigou comigo.
Aliás... eu nem sou o tal cravo.
Palavras

Disse-me: esqueça-me
respondi: porque a pressa
a tréplica: há amor mas não há espaço
o término: o encaixe é tão distante
a volta: num beijo
dois pontos de vista sem prazo
e um destino que brinca de mergulhar no liquidificador

quinta-feira, 19 de abril de 2018




Sabores e copos trincados

Refaça a taça sem trincar
Ou sem olhar a antiga trinca
O vinho bebido antes tinha gosto de mar
Eu quero beber o mundo de canudinho
Mas o tempo poderá esperar?
Quem haverá de me explicar a palavra "afogar"?
Falta uma peça nessa cabeça que me quebra
A taça é um disfarçar... quando brinda
Viajantes

Parti.
Parte de mim ficou.
E essa é só uma parte da história.
A outra acho que quebrou...
Tudo era tão encantado, como se fosse um reino mágico...
Parti inteiramente em cacos sem quebrar.
Quem haverá de dizer que metade é algo pra juntar?



Origami

Dobraduras do tempo.
Harmonia.
Calma.
Concentração.
A vida é assim.
Dobras com cuidado.
Dobras com carinho.
Dobras com cautela.
Dobras com exatidão.
Dobraduras do tempo.
De repente a imagem, o fato, a construção.
Meu coração origami reinventa-se e “se” dobra.





Conversas

Ainda assim, acredito em minha varanda, em minha rede, em minha poesia... acredito que tudo é simples demais e complicamos tudo. Ainda assim, acredito em andar de mãos dadas, em dormir de conchinha e outras posições de encaixes. 

Ainda assim, sigo a buscar, a "me" perder, a "me" encontrar e, tenham certeza que o tempo passa rápido
demais e precisamos aproveitá-lo com muito amor, em todos os sentidos. 

Ainda assim, continuo a passear na praia, a escutar as gaivotas e a todo o momento resgatar o menino que mora dentro de mim. Às vezes me pergunto se estou no mundo certo. A resposta vem rápida: com certeza, não.



quarta-feira, 18 de abril de 2018

O que se poderá ser terá o querer que se há?

Quem entenderá o olhar
Àquele olhar que estou falando
Um não sei que 
Que encaixa incômodo
O enfadar que enfarta o farto amor querido
Que existe num modo econômico
Para não gastar energia e beijo?

Quem entenderá o olhar hidramático
Aquele que vê a marcha passar sem controle
Um não sei que
Que atravessa a faixa
O tentar que sua a testa
A sua testa que beira o tal olhar
E que assim se afasta do calor que assusta?

Quem entenderá o olhar decassílabo
Àquele que nasceu soneto e virou quadrinha
Um não sei que
Que determina que nada saibamos
E que aumenta a transpiração e colore as meninas
De olhos soltos numa clara escuridão?
Assim

O poeta é um solitário
É tão difícil não sê-lo
É tanto enleio
Em rolos de tantos novelos
A palavra se agiganta
Faz café, almoço e janta
O alimento é toda a vida
Ser poeta é chegada junto com a despedida
Pessoa falava da dor
A nossa dor tão doída
Faz a palavra nascer
Entre os fins de toda a lida
Mas não se enganem
O amor é fonte das linhas
E escreve romances tão lindos
Cravados na Mãe Poesia
E mesmo na solidão
O amor não deixa a vida sozinha

terça-feira, 17 de abril de 2018

A menina Chuva procurava o menino Estio
Ela corria para o mar
Ele corria para o rio
No inverno ele era quente
No verão ela era frio
Mas por tanto amor envolvido
O Jardim Vida de repente
Floriu



domingo, 15 de abril de 2018

A vida corre... a vida atropela... 
a vida passa feito novela... 
minha poesia em papel de pão me alimenta
é preciso acordar todas os dias
com um “ eu te amo “ na boca 
e espalhar pelo canteiros de nossos passos
... para que a vida tenha sentido



quinta-feira, 12 de abril de 2018


Copos  
           
Um copo d´água beira também a inundação
é preciso entender os mares, as marés e os ventos
e saber diferenciar cada embarcação
a água que mata a sede também é a lágrima em outro momento
quem haverá de entender os rios apaixonados por correntezas?




Assim

Que desatino de vida, que maçaroca doida e doída, que vai assim, feito punhal, a desbravar o meu peito. Esse peso nos ombros, essa luta para defender o que é de direito.
Que o amor seja a costura, chuleio de colchas que nos abrigarão de noites frias, um canto de tanto tempo a trilhar nossos momentos, essa luta de fazer o que precisa ser feito.
Procure o abraço antes do grito, procure o amigo antes do medo, entenda que como está esse mundo, só o mar do entendimento te fará navegar, essa luta para mostrar que as velas precisam de mar.




antes de dormir
escute bem os acordes




não podes fechar teu coração
não podes tapar teus ouvidos
o livro precisa ser bem lido
a história precisa
é preciso, é preciso

terça-feira, 10 de abril de 2018

Abril

A linguagem da liberdade
tem uma boca faminta
que engole o mundo e as palavras
e guarda no coração milhões de tintas...
Uma aquarela de vidas,
uma festa profana e ao mesmo tempo tão distinta.
Enamorada pelo encontro
e apaixonada pela partida.
abriu o livro,
abriu a porta,
abriu o tinto seco,
abriu a carta
(Depois de um março com chuvas...abril...)



terça-feira, 3 de abril de 2018


Minha ‘alma ensolarada toma sol,
café, come pão de poesia, bebe água e cantoria,
viaja entre Broas e Marias...
Mantém nas palavras sua fé.



sábado, 31 de março de 2018

A saudade

Saudade é um canto quieto, emocionante, tocado, inquieto
Uma casa sem teto que não deixa o sereno cair
Uma calçada sem lado que beija o jardim
Uma estrela cadente que docemente nunca cai
Um imenso vazio repleto de tudo envolvido
Um tempo surgido por querer sempre querido
Que deixa no canto do quarto um eterno ai

quarta-feira, 28 de março de 2018


Nem mesmo o mar 
poderá te dizer 
por onde andei 
naufragando


Rabiscos

Passeia minha saudade em teus versos... uma sedução de palavras que permeiam todas as tuas cores... teus janeiros intensos e teus agostos de friagens... fumacinha de bocas... linhas na busca de pipas e de tecidos que nos abrigarão do frio... saudade é assim... um cobertor curto... que deixa os pés de fora e o coração no mundo...


Não quero inventar a felicidade, também não passa por minha cabeça escrever um manual de como se faz ou não se faz... tudo aqui, de repente, é tão rápido, é tão curto, é tão depressa... então não se atenha a problemas, veja o que existe no coração e dê voz a ele... simples como bolinho de chuva recheado com banana e com àquele café da vó e uma musiquinha do Lupicínio e do Cartola lá no fundo... A poesia quando estala é franca, não estanca e grita... talvez a felicidade precise de estalos e beijos com gosto de tardes de sextas-feiras... o sol nascerá amanhã ... tenha certeza... confabule com a felicidade todo o dia... dentro de mim mora o que penso ser feliz... e todo dia entendo que o despertar é um riso intenso... Sem nenhum ódio escondido




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domingo, 25 de março de 2018


Acredito que nasce e vive em cada um de nós

a transformação que "esse" mundo precisa.

Amor não precisa de siglas.

sábado, 24 de março de 2018

Quase por quase não querer 
que o espelho enxerga não querendo ver
Num instante presume que o amor é constante, 

noutro beira o acaso
Diz que não quer, que não sente saudade 

e disfarça assim o querer
E quer que o tempo corra, pois meio poço cheio, 

de um ângulo, é raso
(o amor quando não vive, nem se faz... vira "sei lá")

sexta-feira, 23 de março de 2018

Silêncio

O relógio está quebrado
A carta não tem selo nem CEP
A mensagem bebeu a garrafa

terça-feira, 20 de março de 2018

O coração explode... 
um arrepio grita teu nome... 
a esquina foi tatuada com minha sede.... 
e tua ausência me dá fome



segunda-feira, 19 de março de 2018




Lareiras

O meu corpo veste roupas novas
minha alma rejeita
não acolhe
ela quer o velho cachecol do tempo
que aquece minhas velhas poesias




Inspirações

Toda vez que me permitia
Recorrer ao que não sabia
Brilhava os olhos do acaso
Iluminando meus dias!

Manuel dava bandeira
Para uma musa Cecília
Toda vez que se permitia
Recorrer ao que não sabia!

Que seriam dos anjos de Augusto
E das pessoas de Fernando
Se todas as palavras da boca
Passassem no mundo voando?

Toda vez que me permitia
Recorrer ao que não sabia
Quintana conversava na varanda
Iluminando meus dias!


Chuva, sol, lua e mar

A chuva era uma moça fina.
Cheiro de leite. Flor da idade.
E, com seu jeito de menina, não sabia que no fundo,
poderia ser uma tempestade.

O sol imaginava-se sempre repleto.
Pelo seu brilho não temia nada.
Achava-se o mais belo, o mais completo.
Chorou, quando conheceu a madrugada.

A lua, mulher de olhos ardentes,
emoldurada por estrelas,
procurava entre tantas lentes,
alguém que desejasse realmente tê-la.

O mar era um velho pescador,
com tesouros escondidos n’areia...
Diz que nunca conheceu o amor,
vive nas esquinas entre sereias...


Febre

Uma sensação sem cor me atravessa.
Embora não fale, não cala.
Invariavelmente estanca cada passo meu.
Um punhal que fere a própria ferida.
Um jogo onde a dor supostamente venceu,
Sem que a existência se desse por vencida,
Ficando exposto aquilo que o poeta ainda não escreveu...
Assim fica entendido o mágico encanto dessa vida.
A vida é uma longa febre.


Manhãs

A linha do meu coração usa um terno pelo avesso
e dança em bailes de lembranças que eu guardava em segredo.


Só pra te olhar

Vou aproveitar a chuva para lavar a alma,
para disfarçar a lágrima,
para limpar o poço...
Vou aproveitar a chuva para lavar o sábado,
para disfarçar a seca,
para limpar "o posso”...
Vou aproveitar a chuva para lavar a terra,
para disfarçar a vodca,
para limpar “o nosso”...
Vou aproveitar a chuva para lavar o quintal,
para disfarçar o mar,
para limpar “o bom moço”...
Vou aproveitar a chuva para lavar as mãos,
para disfarçar o tempo,
para limpar a vidraça...



Desencontros                                                                                                     
                      
Falava-me de luas enquanto eu dormia
ao acordar com um sol intenso
não estavas mais
pelos detalhes sentia tua presença
quebra-cabeças com peças tão iguais


Abril II

A linguagem da liberdade
tem uma boca faminta
que engole o mundo e as palavras
e guarda no coração milhões de tintas...
Uma aquarela de vidas,
uma festa profana e ao mesmo tempo tão distinta.
Enamorada pelo encontro
e apaixonada pela partida.
abriu o livro,
abriu a porta,
abriu o tinto seco,
abriu a carta
(Depois de um março com chuvas...abril...)


Declaração de amor rasgado

Rasgou minhas cartas,
rasgou minhas fotos,
rasgou meus livros,
e, por último,
rasgou as próprias roupas,
e fizemos amor na sala...



Origami

Dobraduras do tempo.
Harmonia.
Calma.
Concentração.
A vida é assim.
Dobras com cuidado.
Dobras com carinho.
Dobras com cautela.
Dobras com exatidão.
Dobraduras do tempo.
De repente a imagem, o fato, a construção.
Meu coração origami reinventa-se e “se” dobra.



Abril

Invariavelmente a certeza devora a ocasião.
Mesmo assim o menino acaso disfarça e deixa a razão.
Talvez o amor seja um fato que precise de uma segunda opinião.
Talvez a dor seja o primeiro ato de uma peça chamada paixão.
Talvez eu nunca tenha amado de um jeito tão sincero.



Caleidoscópio
                           
Tua boca encharcada.
Teu corpo coberto de gemidos bons.
Correntezas que me fazem chegar aos teus poros.
Coro de uma noite silenciosa,
“Gritando-nos por dentro”
Tua imagem me dá fome, sede.
E só tua imagem e corpo para saciar o tudo.
O prazer percorre nossas veias.
Invade minha poesia.
Alucina minhas aldeias.
Tua química brinca com minha alquimia.
Beijo coberto de oitavas intensões.
Gemidos feito canções.
Corpos costurados com linhas.
Gozo nos fazendo voar.
Quero morrer junto ao teu ventre.
Uma lente feito um espelho convexo,
Que transforma o mundo e aumenta meu desejo.
Teu corpo me fala “entre”.
Teu corpo me deixa sem nexo.
Minha língua encharcada navega em tua boca.


Do tempo

O amor é um inferno.
Um inverno sem roupas quentes.
Um terno de linho sem noiva.
Luares de noites ardentes,
São mares com ondas constantes.
Nenhuma igual como a de antes.
E tão exato que é de repente,
Alguma coisa passante


Vontade

A vontade arde
feito seis horas da tarde.
Provoca, incendeia.

A vontade arrepia,
põe fogo na aldeia.
Queima, ilumina.

A vontade lateja
feito pecado na Igreja.
Perdoa, crucifica.

A vontade arquiteta,
jura que é secreta,
mas transparece no olhar .


Viajantes
                      
Parti.
Parte de mim ficou.
E essa é só uma parte da história.
A outra acho que quebrou...
Tudo era tão encantado, como se fosse um reino mágico...
Parti inteiramente em cacos sem quebrar.
Quem haverá de dizer que metade é algo pra juntar?
Verbos apaixonados

O que era visto de repente vem e alucina
Mexe, complica, mistura, confunde, liquidifica, intriga, faz rolo, disfarça, chama briga, aumenta, apaixona, diz que fica, depois não liga

O que já era visto de repente transforma e incendeia
Toma forma, encanta, modifica, duplica, espalha, reinventa, faz colo, diz que vai, depois codifica




Tarde demais para interpretações
                    
O fato é que o agora já é tão tarde.
Que o calendário é apenas uma folha de outono.
E cada dia que passa, arde.
Amor não pode virar abandono.






O menino

Nada agora pode causar surpresa
a não ser aquele velho menino
que entende que seu "carrinho de lomba"
o levará para qualquer lugar...

Perto (quando a ficha cai)

O amor não tem CEP.
Mas o amor é certo.
O amor pode existir.
Mas só acontece por perto.



Coisas de guri

Quando eu era guri, muito guri... em Torres... descobri que o mar no quintal de casa era o mesmo mar do mundo inteiro... a felicidade sempre mora perto... é preciso bater em sua porta e dizer “eu te quero"... Coisas de mar...

A lua asa de sonho no céu cor do querer nas entrelinhas sem vírgula sem ponto sem métrica algumas palavras soltas formando um mar um reino um planeta a lua mágica dizendo tanto fazendo canto a lua assim feito chuva molhada invadindo o corpo luar certos momentos não precisam de entendimento eles só são precisos o acontecer é um luar que nos cabe todas as fases da lua tem um mar escondido sem vírgulas



...

Os medos são retalhos de uma vida.
Colchas em formas de frio.
Recados na varanda.
Correnteza de rio.


O amor

O amor deve fazer sorrir.
Arreganhar os dentes.
Dar gargalhadas.
Chorar de tanto rir.
O amor deve ser assim.

Um sorriso no rosto.
Um amor no coração.
E não venham me falar.
Que amor precisa de decoração.

O amor vive em si.
O amor é por si só.
O amor não quer dó.
O amor quer só ser.



domingo, 18 de março de 2018



Cartografia

Engoliu a seco para lavar a alma... Naufragou, logo a seguir respirou e ao levantar a cabeça avistou novas terras... Acabei aprendendo com a cartografia o prazer de me perder, o prazer de desejar sempre a liberdade, seja qual forem os cursos d’água... Vou bem entre minhas loucuras e as fotografias amareladas que ainda guardo. Vejo o futuro com bons olhos e o amor parece que floresce, logo posso colhê-lo... quem saberá... Infinitamente eu me permito parar de vez em quando... Nesse momento, aí eu ando...