sexta-feira, 22 de setembro de 2017

que tudo que se faça que se faça por amor que se faça amor em tudo o que se faça 
que seja por amor o que se faça
Meu

Eu tenho um mar atrás de casa
É minha asa
E ninguém é obrigado

A se banhar





Um verso de pé quebrado

Um verso de pé quebrado deixa recados no gesso.
Ninguém passa nesse mundo,
falando de amor e saindo ileso...

Um verso de pé quebrado demora um pouco mais para chegar.
Mas rima luares com ondas e mares,
e canta como quem se encanta em cantar...


domingo, 17 de setembro de 2017



Ódio NÃO

Estamos aqui para aprender...
Estamos aqui para não prender ninguém...
É tudo muito rápido, é preciso ao mesmo tempo não ter pressa...
O grito se não for de liberdade, pouco vale...
E é no coração e n’alma o mapa do caminho...
Respeite as diferenças, as opiniões que não abraçam a sua, respeite todas as formas de linguagem, respeite a verdade, a verdade vestida e a verdade nua...
Compreensão é o passo primeiro do primeiro passo do primeiro passo...
O mundo tem tudo para ser tão rico para todos, porque ele deve ser pobre para a maioria?
Viva a poesia... e como diz meu grande amigo Minga, “ Cada vez que você julga alguém, revela uma parte sua que precisa de cura”...
Vamos cuidar bem dessa VIDA, e desse MUNDO...
Vamos aprender, conhece mais as coisas, ser mais profundos...
Por que vocês verão... que lá no fundo, no fundo.... todos querem amar e ser amados e viver em paz...

Então eu digo a todos vocês: ÓDIO NÃO... 

sábado, 16 de setembro de 2017

Crônicas de um mundo bem contemporâneo           

Ensaiou uma crônica
deixou um bilhete
pediu gim
implorou uma tônica
ensaiou a bula
escondeu a receita
Quirina é louca
mas aproveita
o sol acorda
a lua deita
a vida é simples

e se ajeita


Só para esclarecer

No meu coração cabem tantas coisas...
Luares, cantares, mares
Olhares solares
Bocas cantantes
Pessoa, Cecília, Quintanares
Só o que não cabe
Só o que a mim não cabe
É que me digam o tamanho dos meus sonhos
Isso é só meu


domingo, 20 de agosto de 2017



Sobre Felicidade

Guardei por muitos anos pedaços de tecidos, livros lidos e palavras dos amigos.
Hoje tenho uma colcha a me abrigar do frio, tenho memórias e lições que aprendi em tantas páginas e na memória, conversas com meus amigos falando de lealdade, justiça e amor. Se não juntei dinheiro, juntei momentos, coisas e sentimentos que regam minha vida e isso me faz muito feliz e isso me faz sorrir.

sábado, 19 de agosto de 2017




A VOZ DE UM POVO

DOCUMENTÁRIO REALIZADO EM MAIO DE 2017 NA TI XAPECÓ, EM IPUAÇU-SC.

https://www.youtube.com/watch?v=3U2Z6dlOzYQ

sexta-feira, 28 de julho de 2017




Saudade                                                                                              

Já se vão as luas
que demorei tanto para colher
e, com elas, vão-se as conchas
de mares que eu guardei

Já se vão as brumas
que levavam o meu barco
e, com elas, vão-se as colchas
de camas que eu pintei

Já se vão as cartas
que demorei tanto para escrever
e, com elas, vão-se as vidas

que eu vi e delas já não sei

quinta-feira, 20 de julho de 2017




Desejo

Se não posso sentir
mais do que tu me permites
ainda assim sigo sentindo
tudo aquilo que não sentes
e, quando feres os meus olhos
com teus limites,
correm em minhas veias
desejos repentes
Ao contrário do que vês,
não sou tão pura,
pois minha boca
solta uma mulher ardente
enquanto crês que me tens,
sou vã procura
embora aches que sou completa,
vejo-me doente...
Ao passo que vives encanto,
sou tortura
e, quando vivo em brasa,
és decente
O que faço por amor
chamo loucura
Talvez, por isso,
eu seja inocente...




sexta-feira, 14 de julho de 2017



A verdade vem em ondas 
como vem o mar... 
ela aparece 
e o tempo é seu barco

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Buscamos soluções em infernos
E no céu de nossa boca
Mora a palavra exata

domingo, 25 de junho de 2017

solidão
pode ser
escolha
de cada um

solidão
pode ser
não se ter
escolha

solidão
é uma palavra
onde o vento
beija a espuma

enquanto isso
sentimentos
andam de gangorra
num parquinho
da esquina

é a escolha é minha

terça-feira, 20 de junho de 2017


eu acredito que olhar nos olhos fala mais do que mil palavras
eu acredito em abraços sinceros e laços eternos
eu acredito em amigos que mesmo sem se ver são presentes
eu acredito em parceria, companheirismo e lealdade
e tenho certeza que a vida é muito simples
e que a felicidade deverá com amor ser mais simples ainda...

sábado, 17 de junho de 2017

Confusões

Olhares beiram mares
lágrimas confundem águas
mágoas inundam praias
a solidão navega às cegas
ignorando tantos luares
a hora é quase certa
o tempo é quase fuso
minha certeza naufraga
o exato é tão confuso
Espumas

Vejo a tristeza que se espelha.
Ao ver minh‘alma que parte.
Felicidade é um fogo de palha.
Que queima, que provoca, que arde.

Mora comigo um hiato que teima em provocar.
Um abraço de esquina que não se esquece.
Vez por outra vens feito onda de mar.
Quebra, insinua e desaparece.



quinta-feira, 15 de junho de 2017

O andar do tempo no decorrer do tempo... 
tudo ao seu tempo... 
Há...

sexta-feira, 2 de junho de 2017



A fogueira não tem eira nem beira e não arde... 
nem o punhal que deveria ferir faz alarde... 
tem dias que a dor vem da calmaria... 
as vezes o momento exato é tarde... 
é salutar comer no jantar, alquimia...

sexta-feira, 12 de maio de 2017



Versos portugueses

É meu cansaço que me ergue
no exato momento em que me falta o ar
mesmo que minhas pernas se neguem
meu desejo me faz andar

Estanca de repente também meus ais
nenhuma palavra, nenhum gemido, nenhum gosto
minhas dores aportam em meu cais
engulo a seco e disfarço as lágrimas em meu rosto

Às vezes para seguir é preciso conviver com a dor
um espinho no pensamento, um punhal preso ao peito
uma luta incessante da escuridão com a cor

como se houvesse pregos em toda cama que deito

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Absolutamente

Tem dias que eu sou cantante.
N’outros o silêncio bate.
E na forma mais errante.
Beijo de mercúrio em que me arde.



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Febre

Uma sensação sem cor me atravessa.
Embora não fale, não cala.
Invariavelmente estanca cada passo meu.
Um punhal ferindo a própria ferida.
Um jogo onde a dor supostamente venceu,
Sem que a existência se desse por vencida,
Ficando exposto aquilo que o poeta ainda não escreveu...
Assim fica entendido o mágico encanto dessa vida.

A vida é uma longa febre.

domingo, 7 de maio de 2017

Assim

Dedicado a Eder Martins, um homem de luta e meu irmão

Que desatino de vida, que maçaroca doida e doída, que vai assim, feito punhal, a desbravar o meu peito. Esse peso nas costas, essa luta para defender o que é de direito.
Que o amor seja a costura, chuleio de colchas que nos abrigarão de noites frias, um canto de tanto tempo a trilhar nossos momentos, essa luta de fazer o que precisa ser feito.
Procure o abraço antes do grito, procure o amigo antes do medo, entenda que como está esse mundo, só o mar do entendimento te fará navegar, essa luta para mostrar que as velas precisam de mar.


sábado, 6 de maio de 2017



A linha

A felicidade é uma linha...
uma voz que corre a linha...
uma linha que é feita de nós...
Uma nota musical alinhada com o querer...
a simplicidade é amiga da linha...
o tempo é parceiro da linha
e o amor é o tear...
Sonhos e corujas

Talvez no meio da madrugada
More uma coruja escondida
Que de tanto sonhar com o dia

Esqueceu-se da própria vida.


terça-feira, 25 de abril de 2017




Origami

Dobraduras do tempo.
Harmonia.
Calma.
Concentração.
A vida é assim.
Dobras com cuidado.
Dobras com carinho.
Dobras com cautela.
Dobras com exatidão.
Dobraduras do tempo.
De repente a imagem, o fato, a construção.

Meu coração origami reinventa-se e “se” dobra.

domingo, 23 de abril de 2017

"Acredito em pandorgas 
porque acredito nos ventos"

sábado, 22 de abril de 2017

U´a alma escancarada é um perigo
Eu não ligo
Sofro mais aqui e ali
Mas vivo
Coisas  (Toca Raul)

O que se quer de verdade não se pode perder
Por que perder é não acreditar mais
E o que não se acredita já passou

Nossos caminhos estão cheios de gangorras
Visões diferentes em cada posição
Acredito em pandorgas porque acredito nos ventos

Somos responsáveis pelos nossos gestos
Pelo movimento da rainha e do peão
Cheque mate precisa de muitas variações


(Enquanto isso querubins se apaixonam pelas moças de uma vida não tão fácil... e dá uma saudade do Raul... “Pedro aonde se vai eu também vai, mas tudo acaba onde começou”)

sexta-feira, 21 de abril de 2017


Converse mais, abrace mais, tecle menos. 
Seja mais humano, menos virtual. 
Beijo é melhor que arroba.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Hoje é dia da poesia
Da Guerreira poesia
Da poesia que não desiste
Que faz rima no dia triste
Que é Alegria
Que seria seu nome

Parecemos as vezes tão distantes
Mas temos certezas de nossos imãs
Parecemos que vivemos em dois mundos
De profundo que é o nosso

As parceiras são assim
Os parceiros são assim
São caminhos sem fim

Hoje é dia da poesia
De nome Márcia
Guerreira
Querubim


Meu amor sincero e eterno por ti


sexta-feira, 14 de abril de 2017

É madrugada, vou dormir, 
as rimas começaram a contar carneirinhos... 
todo mundo agora dorme... 
só aquele grilo chamado destino me cutuca...


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Para clarear

Mesmo sem estrelas no céu,

quando tenho tua boca fico claro.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Um conto de sarda


Uma menina com sarda
Brincava atrás da cortina
Desenhava uma fada
A solitária menina


Queria que a fada
Num toque de sua varinha
Retirasse do seu rosto a sarda
E ela detrás da cortina


A fada não entendendo nada
E achando tão bela a menina
Num toque doce de fada
Desapareceu com a cortina...

Eu tenho um mar atrás de casa
É minha asa
E ninguém é obrigado

A se banhar


O andar corrido das luas inteiras à beira do mundo que se quer
Um café para acordar a lida
Dar beijo na mãe Vida
E ser o que se é
Só não venham me dizer
Que eu preciso dizer sim
A quem a minha vida inteira
Eu disse não
Se eu ter que morrer
Seja pelo coração

Sou utópico sim
e não exijo que minha utopia
seja correspondida
Vamos respeitar cada vida
Só isso, por favor....
eu sei que quem quer entende...

terça-feira, 11 de abril de 2017





Quem ama não data

sexta-feira, 7 de abril de 2017




Queimas                                                                                                          
És um toque de quero mais
num sol intenso
que diz "não quero" querendo

as manhãs tomam formas de copos
e bebem minhas poucas palavras


em braile acho tua nuca e a beijo
Capitu

Quando conheci Capitu
capitulei
desenganei
a confiança é um conto
um Machado afiado
uma colcha de retalhos
com bainhas de linho
quem nunca se sentiu Bentinho?

quinta-feira, 6 de abril de 2017



Caixinhas

Temos o medo guardado em caixinhas no quarto.
num quarto de hora,
num quarto de hotel,
num quarto de nunca mais,
num quarto de pão...

Temos o medo guardado em caixinhas no quarto...

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A nossa cor (Mar e Cia)

Está no olhar
Está nos poros
Está no corpo
Está n’alma
Está ali
Está lá
Está em todo o lugar
Um mundo inteiro
Nosso
Da nossa cor
Amar é bom demais
Uma aquarela em cada passo

Um riso em cada luar


domingo, 2 de abril de 2017

Só para esclarecer


No meu coração cabem tantas coisas...
Luares, cantares, mares
Olhares solares
Bocas cantantes
Pessoa, Cecília, Quintanares
Só o que não cabe
Só o que a mim não cabe
É que não me digam o tamanho dos meus sonhos
Isso é só meu


sábado, 1 de abril de 2017

Navegação

O que faz todo o navegar é uma boca cheia de mar.


terça-feira, 21 de março de 2017

Absolutamente

Tem dias que eu sou cantante.
N’outros o silêncio bate.
E na forma mais errante.
Beijo de mercúrio em que me arde.

segunda-feira, 20 de março de 2017



Vontade

A vontade arde
feito seis horas da tarde.
Provoca, incendeia.

A vontade arrepia,
põe fogo na aldeia.
Queima, ilumina.

A vontade lateja
feito pecado na Igreja.
Perdoa, crucifica.

A vontade arquiteta,
jura que é secreta,

mas transparece no olhar .