quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O acaso brinca de rima

Cabe-me, por encaixe, o olhar inteiro das bocas do acaso
Afasto-me quando, ao meu encalço, andam apressadas bocas métricas
Mergulho em luas claras e transparentes como se o medo fosse o raso
E não venham me dizer que almas são armadilhas bélicas

Atento aos relatos escuto a inconstante passagem do pensamento até o ato
Transformo-me num silêncio de lápide quando um grito quer ser mais forte do que o fato
Fatias inteiras de um bolo de chocolate do apartamento ao lado invadem lixos de uma favela
E, não venham me dizer, que corações sejam sempre as melhores janelas

Cabe-me a leveza da escrita para deixar dito o que tanto me aflige e alucina meu entender
Levado muitas vezes pelo interminável duelo daquilo do que se mais quer, com a razão burra de que não se precisa querer
Lanço-me aos poucos, aproveitando-me de noites escuras, para escrever poesias em muros que rodeiam almas tão vazias
E não me venham dizer que estou só, louco e o que entendo por felicidade sejam páginas de crônicas fictícias e fugidias...


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

video
UM VÍDEO CASEIRO

domingo, 11 de dezembro de 2016

Passageiras

Tudo agora em mim dói
Àquela dor que aperta
Diz que vai e não vai

Olhos fixo nos olhos
Faz amor
E depois trai

Chama de eternidade
Mas diz que é cedo
Fagulha que aos poucos cai

A vida é muito mais além
É janela de sol
É descoberta de segredos

A melhor receita,
meus caros amigos,
É não ter medo

Aprender com a dor
Pois, a dor tal a vida
São passageiras

Loucas por viagens

sábado, 10 de dezembro de 2016

Soneto da Falta

Meu pensamento deserto esqueça a água
Definha ao passo que namora de longe uma chuva
Engole à seco cada gota de tantas mágoas
Minhas mãos tremem, mas não permitem luvas

Frestas nas cortinas possibilitam um recado à lua
Escrito nas entrelinhas do que sinto em minh ‘alma
Sou àquela esquina que se perde em tua rua
Sou outrora àquele grito que mantinha minha calma

Tua falta ardente permeia minha fuga e destino
Tal a pandorga que se perde nos sonhos do menino
Pois até a esperança um dia cansa e tomba

A lâmina afiada das palavras corta como cerol
E em teus voos busco incansavelmente um farol

Que me traga a simplicidade de um carrinho de lomba

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Dezembro

Folhas de calendário
E de samambaias
Andorinhas a arquitetar
A estação
Serei eu uma chuva breve
De um inverno que não para
De chamar o verão?

O amor acolhe
Quem planta o bem
Colhe a cor

A cor aflora
O bem que se tem
Quando se faz por amor

Folhas de calendários
E eu a fazer poesia
O amor é mais do que

apenas uma intenção


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O cabelo da filha do meu amigo

O cabelo da filha do meu amigo
Acorda sempre muito bem-humorado
Amor em cachos
Amor encantado
Amor de risos
Em dia ensolarado
Ria pai
Bendito sê-lo
Ria em cachos
Pelo riso do cabelo
O cabelo da filha do meu amigo
Deixa mais bonita a Ilha
Sorri o mundo
Sorri a simplicidade
Isso é sim felicidade
Ria muito
Ria com gosto

Meu amigo Padilha

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Estações

Ao que digo à minh’alma proponho sempre a serenidade
A vida é um aprendizado entre páginas e lapidações
Que por todas as vidas se entrelaçam na busca da verdade

A solução existe e existirá sempre se o olhar for por amor
Abrace mais, beije intensamente, valorize corações
E tenham certeza, meus amigos, que o sol vem depois da dor

Às vezes uma pequena fresta de luz é nossa maior claridade
E invernos e verões, outonos e primaveras são constelações
Que dançam a iluminar nossos passos, seja a realidade como for

N’alma mora um farol que acende e desenha uma flor
A flor que mora num jardim e respeita quaisquer emoções
Entenda que apenas um sorriso abre a porta da felicidade