segunda-feira, 14 de junho de 2021
O olhar
sexta-feira, 28 de maio de 2021
PARECEU
Intrigante a forma que o amor deu ares da graça
em meio a disfarces... Quase uma cachaça...
em meio a atalhos e desculpas
O que parecia ponto final aparece com olhares de reticências,
Tal uma chuva de “ques”
Confundindo assim qualquer juízo
melhor, então, deixar correr o risco
Intrigado, trincado, cambaleante ficou meu coração
(Quirina sorri e ri baixinho, como quem diz, sossega e deixa assim)
terça-feira, 25 de maio de 2021
Casablanca, Canoa, no toque do corpo
No Rosa,
Na engrenagem,
Na Ferrugem.
Na Lagoinha do Leste,
Na Itapeva, na nossa Rua
Na Guarda, no Salvador
Na onde a terra nos leva,
No Bonfim, nos estúdios,
No bar do Noel, nos livros
No Mercado, nos balões,
No Beira-Rio, nos senões,
No Mucuripe, nos Horizontes,
Na Solidão, Outono, inverno ou verão,
No Pantano do Sul, no Sul
No Naufragados, no Saquinho,
No vinho, no vem,
Na Redenção,
Na quente Criciúma, na feirinha,
No Morro das Pedras no verão,
Na Praia Grande, no Mampituba,
No Guaiba, na Lagoa do Violão,
Na Praia do Molhes, na caipira do Nei, sei lá onde não sei,
No pastel e gelada no Alvim servido pelo Neto,
Na Kibelândia, na Bar do Beto,
Na José Elias Lopes, Na Pequeno Príncipe,
Na Guarita, nos toques de toda uma vida,
Nos retoques, na Xará, aqui, acolá,
No logo ali, no até lá,
No gabinete 102, na Lagoinha Pequena,
Na Fan, no Sambaqui,
No Arantes, na tatuagem.
No antes e depois, no um ou no dois,
No Santo Antônio,
Nos planos, no Gasômetro,
Nas feiras do livro, nos anos,
Na peça da Helenara,
No Face, na cara,
Nas gaivotas, nas Músicas, nos Guris,
Na flor da pele, na flor de lis,
Nas páginas de Quintana, nas linhas de Pessoa,
Na voz da palavra,
No Campeche, no cio e na cana, na Santana,
Na alta noite, na Cidade Baixa,
No açaí, no fio da esperança,
No calçadão, na Andradas,
No e-mail roubado,
Nas ciladas, no silêncio forçado,
Nos querubins, nas cartas,
Até nos fins.
Na Casa de Cultura, na fissura,
Na beira do mar, no Cantinho do Pescador,
Na oitava série no Cesd,
No primeiro ano do Ciciar,
Na pousada do Passo,
No aço dos meus olhos,
Na casa do Canto da Lagoa,
No chalé, no quando não te vi,
Nas canções de Fagner com Florbela, em todos os lugares, portas e janelas,
Sempre estivesse aqui...
sexta-feira, 14 de maio de 2021
Quero o riso daquele sonhado riso mais sincero
Daquele que o amor se faz encantadoramente eterno
Gargalhadas por que o amor merece
Cobertores que a linha do querer tece
E que nos cobre do sentimento mais nobre que existe
Amor não quer dizer que tudo se
faz alegre
Mas, amor quer dizer que com ele o triste não é tão
triste
Entendemos, pois
Que ao querermos o tanto
É preciso beijar a imensidão
Valorar quem te faz sorrir
Ventar até perder o ar
Fazer a fala decorar o tanto
Desenhar n’alma a cor e declamar o canto do texto que nasce no coração
quinta-feira, 13 de maio de 2021
terça-feira, 27 de abril de 2021
ATENÇÃO
segunda-feira, 26 de abril de 2021
FALTAS
domingo, 18 de abril de 2021
Aprender é o primeiro verbo para se poder viver...
para amar é preciso aprender...
para ser é preciso aprender...
para querer é preciso aprender...
para entender o outro é preciso aprender...
Aprender é um verbo coronário...
as veias do aprender percorrem o corpo todo...
o sorriso nasce assim,
o beijo nasce assim, o orgasmo nasce assim,
o prazer nasce assim, o amor nasce assim...
sexta-feira, 16 de abril de 2021
quarta-feira, 14 de abril de 2021
MAIA
Um sonho meu faz um ano, um anjo de luz que aportou em minha vida, feito um oceano e tomou conta e me faz sorrir todos os dias. Hoje um oceano nos separa, mas tenham certeza que nosso amor já florido e regado todos os dias nos deixa unidos e parceiros.
segunda-feira, 12 de abril de 2021
sexta-feira, 9 de abril de 2021
sábado, 3 de abril de 2021
Abril II
O acaso brinca de rima
terça-feira, 23 de março de 2021
As parceiras
segunda-feira, 15 de março de 2021
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
Eu conheço esse olhar, nem te conto o conto que vejo
Atormentava
meu corpo e alma quando não sabia dele
Deixei
mensagens em garrafas e escritos em azulejos
As
gaivotas eram minhas asas, meus caminhos e meu correio
Ah,
encantadoramente eu a via sem vê-la
Pois
sua imagem estava nos quadros, nas ruas, nas estrelas
Era
um querer mais do que o tanto, mas a ausência ardia
Virava
noites, escondia os dias, num calendário que só eu sabia
Nunca,
de forma nenhuma, esqueci esse olhar
Ele
me acompanhava, momentos de tristezas ou de alegrias
Lá
estava ele a me provocar, um brincar de esconde-esconde
E
tudo era tão difícil, tão longe
E
um dia, num fim de tarde encantado, sem que eu esperasse
Esse
olhar bateu em minha porta sem dizer nada
E
senti que ele já me via
Poucas
palavras ditas.
E
num silêncio gritante, desses silêncios falantes
Os
olhares se beijaram, a aparentar que jamais ficaram distantes
sábado, 6 de fevereiro de 2021
Até
a página dois
Tudo
pode
Tem
um livro pela frente
Um
pular páginas esquisito
Para
não ler
O
que deveria ser lido
Entender
que ao chegar
Ao
fim do livro
Se
pode ler de novo
O
amor são leituras, releituras
Abrir e fechar uma história
Depende
das asas do leitor
E
talvez nas notas de rodapé
Se
esconde um grande amor
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
A saudade
Saudade
é um canto quieto, emocionante, tocado, inquieto
Uma casa sem teto que não deixa o sereno cair
Uma calçada sem lado que beija o jardim
Uma estrela cadente que docemente nunca cai
Um imenso vazio repleto de tudo envolvido
Um tempo surgido por querer sempre querido
Que deixa no canto do quarto um eterno ai
terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
Alimento
Minha
boca
gosta
do
gosto
da
tua...
Em
todos os sentidos
Em
todos os gemidos
Minha
boca
gosta
do
gosto
da
tua...
Em
todos os lugares
Em
todos os luares...
Minha
boca
gosta
do
gosto
da
tua...
Inspirações
Toda
vez que me permitia
Recorrer
ao que não sabia
Brilhava
os olhos do acaso
Iluminando
meus dias!
Manuel
dava bandeira
Para
uma musa Cecília
Toda
vez que se permitia
Recorrer
ao que não sabia!
Que
seriam dos anjos de Augusto
E
das pessoas de Fernando
Se
todas as palavras da boca
Passassem
no mundo voando?
Toda
vez que me permitia
Recorrer
ao que não sabia
Quintana
conversava na varanda
Iluminando
meus dias!
FEBRE
Uma
sensação sem cor me atravessa.
Embora
não fale, não cala.
Invariavelmente
estanca cada passo meu.
Um
punhal que fere a própria ferida.
Um
jogo onde a dor supostamente venceu,
Sem
que a existência se desse por vencida,
Ficando
exposto aquilo que o poeta ainda não escreveu...
Assim
fica entendido o mágico encanto dessa vida.
A
vida é uma longa febre.
Um verso de pé quebrado
sábado, 30 de janeiro de 2021
Fomes
Era inevitável a queda
frente ao vazio que se fazia
era café sem bolacha, sem fatia
era fome o que o coração mostrava e
dizia
Era inevitável o pranto
frente ao exposto
era lição sem cartilha
era um mar imenso sem nenhuma possível
ilha
Era inevitável o fim
frente ao penúltimo capítulo que se
escrevia
era final feliz sem nenhum par
era romance sem nenhuma poesia
A fome comia...


