terça-feira, 29 de setembro de 2026

 

A minha chuva

 

Existe uma chuva de toda uma vida que me abraça a todo o momento

Às vezes, um tormento n’outras uma tormenta

Às vezes, me assenta n’outras deixa um vento

Chega de repente como fosse lágrima

Chega de repente com quem só quer lavar a alma e a escada

Vem disfarçada quando beija o mar

E de vez parece café só para me despertar

Quantas vezes de tão braba leva tudo

E mostra que ao mesmo tempo que leva ensina o deixar

Quantas vezes por compaixão deixa nada

E mostra que o tudo mora no coração e no tentar

Às vezes, tem como casa um lenço

N’outras do lenço faz uma vela que ilumina e navega

Às vezes, escondida atrás de um céu fechado somente brada

N’outras vem encantada acompanhada de um arco-íris

N’outras vem sozinha e não conta se vem tarde ou cedo

A chuva é meu segredo que eu conto quando tenho medo

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