O amor é um menino levado
segunda-feira, 12 de abril de 2021
sexta-feira, 9 de abril de 2021
sábado, 3 de abril de 2021
Abril II
O acaso brinca de rima
terça-feira, 23 de março de 2021
As parceiras
segunda-feira, 15 de março de 2021
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
Eu conheço esse olhar, nem te conto o conto que vejo
Atormentava
meu corpo e alma quando não sabia dele
Deixei
mensagens em garrafas e escritos em azulejos
As
gaivotas eram minhas asas, meus caminhos e meu correio
Ah,
encantadoramente eu a via sem vê-la
Pois
sua imagem estava nos quadros, nas ruas, nas estrelas
Era
um querer mais do que o tanto, mas a ausência ardia
Virava
noites, escondia os dias, num calendário que só eu sabia
Nunca,
de forma nenhuma, esqueci esse olhar
Ele
me acompanhava, momentos de tristezas ou de alegrias
Lá
estava ele a me provocar, um brincar de esconde-esconde
E
tudo era tão difícil, tão longe
E
um dia, num fim de tarde encantado, sem que eu esperasse
Esse
olhar bateu em minha porta sem dizer nada
E
senti que ele já me via
Poucas
palavras ditas.
E
num silêncio gritante, desses silêncios falantes
Os
olhares se beijaram, a aparentar que jamais ficaram distantes
sábado, 6 de fevereiro de 2021
Até
a página dois
Tudo
pode
Tem
um livro pela frente
Um
pular páginas esquisito
Para
não ler
O
que deveria ser lido
Entender
que ao chegar
Ao
fim do livro
Se
pode ler de novo
O
amor são leituras, releituras
Abrir e fechar uma história
Depende
das asas do leitor
E
talvez nas notas de rodapé
Se
esconde um grande amor
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
A saudade
Saudade
é um canto quieto, emocionante, tocado, inquieto
Uma casa sem teto que não deixa o sereno cair
Uma calçada sem lado que beija o jardim
Uma estrela cadente que docemente nunca cai
Um imenso vazio repleto de tudo envolvido
Um tempo surgido por querer sempre querido
Que deixa no canto do quarto um eterno ai
terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
Alimento
Minha
boca
gosta
do
gosto
da
tua...
Em
todos os sentidos
Em
todos os gemidos
Minha
boca
gosta
do
gosto
da
tua...
Em
todos os lugares
Em
todos os luares...
Minha
boca
gosta
do
gosto
da
tua...
Inspirações
Toda
vez que me permitia
Recorrer
ao que não sabia
Brilhava
os olhos do acaso
Iluminando
meus dias!
Manuel
dava bandeira
Para
uma musa Cecília
Toda
vez que se permitia
Recorrer
ao que não sabia!
Que
seriam dos anjos de Augusto
E
das pessoas de Fernando
Se
todas as palavras da boca
Passassem
no mundo voando?
Toda
vez que me permitia
Recorrer
ao que não sabia
Quintana
conversava na varanda
Iluminando
meus dias!
FEBRE
Uma
sensação sem cor me atravessa.
Embora
não fale, não cala.
Invariavelmente
estanca cada passo meu.
Um
punhal que fere a própria ferida.
Um
jogo onde a dor supostamente venceu,
Sem
que a existência se desse por vencida,
Ficando
exposto aquilo que o poeta ainda não escreveu...
Assim
fica entendido o mágico encanto dessa vida.
A
vida é uma longa febre.
