terça-feira, 29 de junho de 2021

 Eu quero gente pimenta, 

gente com sal. 

A vida insossa faz mal.

 Dolores e Quirina, amigas minhas que viraram livro.

Amores
Quirina escuta o andar de Dolores.
Quirina inquieta escuta o andar de Dolores.
Quirina boquiaberta escuta uma frase de Dolores.
- João deixou recado, Quirina ?
Quirina, com a face rosada e com um beijo marcado no pescoço, responde.
- Que João ? Ah, o João... Esteve aqui. Muito rápido... e deixou um recado...
Mas tinha que ser no teu pescoço, Quirina ?
(Tomaram café juntas anos depois, e riram muito, por muitos anos...)

domingo, 27 de junho de 2021

 Quando a palavra tem chama

até o silêncio é incêndio.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Seja como for que seja feito com amor,

assim nasce o riso, a alegria e a flor.

 



O que te colocaram goela abaixo
Revise
Te deram café, almoço e janta
E levaram tua'alma
E mantivesse a calma
Até a primeira dor de barriga
Até a primeira dor de consciência
Pois tem coisas que não te alimentam mais
Revise
Compreenda teu compreender
Busque no teu coração a tua paz
Seja quando precisar teu próprio vento
Revise teus alimentos...
Faça um prato com tuas reticências e
Tome bons vinhos, e tome bons rumos.

 Insônias

I
Me dá sono o abandono
Te dá insônia meu dormir
Ficar por ficar também é ir

II
Um copo de leite
No meio da noite
Será flor ou insônia?

III
Um grilo envolve a madrugada
Uma estrela cadente devolve
As roupas de baixo da noite

 O que fica

O que vale é o sorriso que ficou n`alma... Àquele que a gente lembra e sempre sorri de novo...
O que vale é àquele ombro amigo de todas as horas e em todas as fases...Minha vida está feliz por ter tanta gente de bem que gosta de mim... As melancias se ajeitam no balanço da carroça, dizia minha avó Maria e ela estava certa demais...

O amor

 




O amor deve fazer sorrir.
Arreganhar os dentes.
Dar gargalhadas.
Chorar de tanto rir.
O amor deve ser assim.
Um sorriso no rosto.
Um amor no coração.
E não venham me falar.
Que amor precisa de decoração.
O amor vive em si.
O amor é por si só.
O amor não quer dó.
O amor quer só ser.

Felicidade

 



Sejamos inteiros

para dizer que somos pedaços
Que somos nossos nós
Dias são abraços
Dias são laços
Dias são sós
E por tantos emaranhados
Sejamos amados
Pelo que somos
E que se deguste a vida em gomos
Para que nossa sede não seja em vão
Que o que fique de cada um de nós
Seja luz em algum lugar
e que ilumine a imensidão e também o grão

segunda-feira, 14 de junho de 2021

O olhar

 

 



Mora um mar
em teus olhos
e eu me banho...

sexta-feira, 28 de maio de 2021

 


Águas e afogamentos


Um mar inteiro em céus de bocas
Palavras a navegar soltas
Remos a mexer mágoas 
Vem teu beijo
E teu beijo salva

 


PARECEU

Intrigante a forma que o amor deu ares da graça
em meio a disfarces... Quase uma cachaça...
em meio a atalhos e desculpas

O que parecia ponto final aparece com olhares de reticências, 
Tal uma chuva de “ques”

Confundindo assim qualquer juízo
melhor, então, deixar correr o risco

Intrigado, trincado, cambaleante ficou meu coração
(Quirina sorri e ri baixinho, como quem diz, sossega e deixa assim)

 


Bêbado

Toma café,
toma vergonha,
toma ônibus,
toma banho,
toma jeito,
toma cachaça...
E quando quiseres...
Toma meu coração. 

 



O coração explode... 
um arrepio grita teu nome... 
a esquina foi tatuada com minha sede.... 
e tua ausência me dá fome

terça-feira, 25 de maio de 2021

 



Poeminha do primeiro dia

Todo o andar é cedo - Quando se tem medo

 


Hay Kay sem métrica

Todo mundo tem escolha

A felicidade pode ser um estalo

Como quem dança num papel bolha

 



No meu coração sempre

Bombaim, Lisboa, Porto, Ilha
Casablanca, Canoa, no toque do corpo
No Rosa,
Na engrenagem,
Na Ferrugem.
Na Lagoinha do Leste,
Na Itapeva, na nossa Rua
Na Guarda, no Salvador
Na onde a terra nos leva,
No Bonfim, nos estúdios,
No bar do Noel, nos livros
No Mercado, nos balões,
No Beira-Rio, nos senões,
No Mucuripe, nos Horizontes,
Na Solidão, Outono, inverno ou verão,
No Pantano do Sul, no Sul
No Naufragados, no Saquinho,
No vinho, no vem,
Na Redenção,
Na quente Criciúma, na feirinha,
No Morro das Pedras no verão,
Na Praia Grande, no Mampituba,
No Guaiba, na Lagoa do Violão,
Na Praia do Molhes, na caipira do Nei, sei lá onde não sei,
No pastel e gelada no Alvim servido pelo Neto,
Na Kibelândia, na Bar do Beto,
Na José Elias Lopes, Na Pequeno Príncipe,
Na Guarita, nos toques de toda uma vida,
Nos retoques, na Xará, aqui, acolá,
No logo ali, no até lá,
No gabinete 102, na Lagoinha Pequena,
Na Fan, no Sambaqui,
No Arantes, na tatuagem.
No antes e depois, no um ou no dois,
No Santo Antônio,
Nos planos, no Gasômetro,
Nas feiras do livro, nos anos,
Na peça da Helenara,
No Face, na cara,
Nas gaivotas, nas Músicas, nos Guris,
Na flor da pele, na flor de lis,
Nas páginas de Quintana, nas linhas de Pessoa,
Na voz da palavra,
No Campeche, no cio e na cana, na Santana,
Na alta noite, na Cidade Baixa,
No açaí, no fio da esperança,
No calçadão, na Andradas,
No e-mail roubado,
Nas ciladas, no silêncio forçado,
Nos querubins, nas cartas,
Até nos fins.
Na Casa de Cultura, na fissura,
Na beira do mar, no Cantinho do Pescador,
Na oitava série no Cesd,
No primeiro ano do Ciciar,
Na pousada do Passo,
No aço dos meus olhos,
Na casa do Canto da Lagoa,
No chalé, no quando não te vi,
Nas canções de Fagner com Florbela, em todos os lugares, portas e janelas,
Sempre estivesse aqui...

sexta-feira, 14 de maio de 2021

 




Quero o riso daquele sonhado riso mais sincero
Daquele que o amor se faz encantadoramente eterno
Gargalhadas por que o amor merece
Cobertores que a linha do querer tece
E que nos cobre do sentimento mais nobre que existe
Amor não quer dizer que tudo se faz alegre
Mas, amor quer dizer que com ele o triste não é tão triste
Entendemos, pois
Que ao querermos o tanto
É preciso beijar a imensidão
Valorar quem te faz sorrir
Ventar até perder o ar
Fazer a fala decorar o tanto 

Desenhar n’alma a cor e declamar o canto do texto que nasce no coração

 

 

quinta-feira, 13 de maio de 2021

 



Autobiografia

Não é meu choro que chora
É a minha vida que agora sorri
Quis partir, quis ir embora
Mas o meu agora sempre foi aqui

Minh’alma é clara e transparente
Se voei demais foi por intenção
E quem não entendeu esses voos
Foi porque não entendeu meu coração

Sempre fui muito feliz
Porque aprendi que a vida é emoção
Não troco abraço de amigo por nada
Não troco beijo da mulher amada
O que errei foi com muita convicção