sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

A saudade

Saudade é um canto quieto, emocionante, tocado. Uma casa sem teto que não deixa o sereno cair. Uma calçada sem lado que beija o jardim. Uma estrela cadente que docemente nunca cai. Um imenso vazio repleto de tudo envolvido. Um tempo surgido por querer sempre querido. Que deixa no canto do quarto um eterno ai.
Rabisco

Não quero inventar a felicidade, também não passa por minha cabeça escrever um manual de como se faz ou não se faz... tudo aqui, de repente, é tão rápido, é tão curto, é tão depressa... então não priorize os problemas, veja o que existe no coração e dê voz a ele... simples como bolinho de chuva recheado com banana e com àquele café da vó e uma musiquinha do Lupicínio e do Cartola lá no fundo... A poesia quando estala é franca, não estanca e ela grita... talvez a felicidade precise de estalos e beijos com gosto de tardes de sextas-feiras... o sol nascerá amanhã ... tenha certeza... confabule com a felicidade todo o dia... dentro de mim mora o que penso ser feliz e estou atrás disso... e todo dia entendo que o despertar é um riso intenso... sem nenhum ódio escondido...
Rabiscos

Passeia minha saudade em teus versos... uma sedução de palavras que permeiam todas as tuas cores... teus janeiros intensos e teus agostos de friagens... fumacinha de bocas... linhas na busca de pipas e de tecidos que nos abrigarão do frio... saudade é assim... um cobertor curto... que deixa os pés de fora e o coração no mundo...
Rabiscos

Precisamos nos perder mais.
Os dias de tempestade e a falta de bússola, na maioria das vezes, nos ensinam caminhos, não que eles sejam os melhores caminhos, mas precisamos passar por eles para aprender. E aprender não é acertar tudo, ou não errar, muito pelo contrário. Envolva-se com os detalhes, com o simples, gotas são também partes do oceano.
Vamos nos perder para nos achar e se mesmo assim continuarmos perdidos vamos tentar. O ódio virou jeito de viver, e o que dá jeito para tudo é amar.
Minhas palavras, tantas vezes, não conseguem chegar onde quero e não tenho certeza que são compreendidas. Sigo a tentar, e me despedaçar, a me juntar, a me reerguer... assim procuro dentro de minhas loucuras a coerência utópica de querer se achar...
Amigo, precisamos nos perder mais.
Eu rio muito contigo...
Chego a ser mar...
Minha alma é feminina
Minha poesia é menina
Mulheres me desenham, me provocam
Os caminhos delas são minhas janelas
Sem esse encantamento meu chão é árido
Quando vier a vontade de abraçar e de beijar vá imediatamente. 
Porque viver bem é de repente.
A linha do meu coração usa um terno pelo avesso e dança em bailes de lembranças
que eu guardava em segredo.
Lá no meio do deserto mora uma única gota d’água...
Filha de uma chuva rara e de um poeta sereno.
É lá que os sonhadores matam a sede.
Quando a chuva cai na terra, 
ouço um som de beijo...
Ao ver o mar mergulho e sempre mergulharei.
Como ter sede de mar e não naufragar algumas vezes?
O mar não pode ser guardado em gavetas, nem o amor... melhor encharcar do que secar, do que esconder a chuva.
Alerta

Antes de dormir escute bem os acordes

Vida

A vida não é lenta
Fecha-se os olhos
Trinta
De repente cinquenta
É preciso coragem
Para entender
Toda a paisagem
Toda a passagem
É preciso entendimento
Amor é alimento
É preciso entender as calmarias
E respeitar também as forças do vento
A vida, pois, é breve
E breve também é muito tempo
Aproveite cada momento
Como fosse uma lição, um ensinamento
(Vigiai tuas ações,
encoraje teus receios
por que na verdade
somos passageiros
e é preciso viajar sem medo)


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Quando vier a vontade de abraçar 
e de beijar vá imediatamente. 
Porque viver bem é de repente.
Minha alma é feminina
Minha poesia é menina
Mulheres me desenham, me provocam
Os caminhos delas são minhas janelas
Sem esse encantamento meu chão é árido

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020


Tábuas

Meu destino maré pôs-se a navegar
Marés e suas tábuas para me levar
Para se fazer luar
As vezes se afogar
Dançar aonde não dá mais pé
Cair, levantar, se juntar
Brincar de quebrar
Olhos marejados
Minha precisão de navegar
Minhas casas erguidas
Entre tábuas das minhas marés

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019


Ressuscitar o amor uma vez por ano não é amor, é remorso.
Amor tem que viver 365 dias por ano.
Aí sim... 
Poderemos festejar.

domingo, 22 de dezembro de 2019

Canção das Idas

Em algum lugar eu fiquei
Sem saber eu parti
Desgovernei sem querer
Por quais motivos eu nem sei
Só sei que aprendi
Num dia a gente se vai
N´outro chora para voltar
São fases que a gente passa
Tem noites que a lua vem
N´outras ela quer descansar
Trago tristezas e lições
Enveredei entre labirintos
Mas aqui dentro eu sinto
Que apesar dos perdidos
Nos achados eu sobrevivi
Eu escrevo
Hoje sei os nomes de quem sabe a importância do que sinto
quando eu escrevo
Escrever dói, machuca, entica
Escrever é meu bem
Deixarei meus escritos
E a certeza que o amor é a primeira resposta
Para todas as perguntas
Talvez tenha que mudar meu endereço
Mas eu que sempre fui Fênix
é um dever e um direito recomeçar
Deixe-me voar
As asas que me acompanham
Minha gratidão
Sou a sinceridade que nesse mundo
As vezes não dá certo
Mas eu insisto com dedo em riste...
Amor EXISTE...
Eu tenho um de quarenta anos...
De nome Márcia...
Beba Poesia, com diz meu amigo Cláudio
Se tudo implode, o amor RESISTE