Ando inteiro nas chuvas
Por que para andar
é preciso se encharcar
o que se faz pela metade
é fácil de descolar
a intensidade é caminho
que o amor gosta de ficar
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Um texto antigo...
Considerações sobre sincronicidade, afinidades, borras de café e afins. (2010)
O café possibilita o entendimento. Enlouquecestes, Dike? Não, muito pelo contrário. Caro leitor, o café tem olhos. Por um bom café perdemos o sentido de tempo e espaço. Minhas considerações com o café contemplam pão de queijo e bem-casados (um doce da minha terra)... rsrrsrsrsr... Não temos jeito mesmo, fazer o que, né? Mas pense: para que tanto jeito? Muitas vezes a vida se apresenta desajeitada, fora de foco e de repente tudo se ajeita... E vem o destino menino levado e pinta e borda e colore e faz roteiros tão bonitos e de repente nos serve um café. Responda-me dona Vida, qual o limite de um coração apaixonado? Em considerações já escritas eu comentei: existem momentos e pessoas que não podem nem devem ser esquecidas... Elas estão presentes, fazem parte... e é bem isso. Existem afinidades que vão muito além do entendimento. Explicar? Deixa assim... O amor é sincrônico e também, algumas vezes, é totalmente incoerente e essa mistura é o que faz dele a mola propulsora de sonhos, conquistas e sorrisos. Eu sempre guardei o amor num lugar especial, pois sempre o prezei e o respeitei muito. Ele, definitivamente, sempre esteve e está ao meu lado.
terça-feira, 9 de junho de 2015
Quando a exatidão descobre que a
surpresa é fundamental
Baldes de mares teimam em encher dedais
Assim esquecemos dos beijos no meio da tarde
Das cartas redigidas a mão
É preciso surpreender
O amor necessita de arrepios e friozinhos na barriga
Amor não tem botão de liga e desliga
Botões que valem de verdade
São os que deliciosamente abrimos para sentir o corpo amado
sexta-feira, 5 de junho de 2015
CENAS DO COTIDIANO
Bergamotas
Tempo nublado, sem chuva, mas choroso. As linhas do quando lavam almas, desenham nuvens e encantadoramente rasgam comentários embalados com a previsão do tempo. Enfim, detrás da nuvem um sol e uma lua beijam-se.
Vi uma cena linda, ontem, no centro de Floripa, perto do Terminal, quase na Conselheiro Mafra. Um menino de uns dez, onze anos no máximo vendia bergamotas. Simpático, atento e envolvente. Ele chamava os fregueses assim: “Bergamotas doces, para a gente ter um dia doce, bons frutos para um dia doce”.
Era isso ou quase isso, o importante é o conceito, diriam meus colegas publicitários. Vendia muito o guri. E além de vender passava alegria a quem ali passava. Eis que surge uma senhora, humilde, roupas velhas, mas bem vestida, entendes isso, leitor? Claro que sim. Ela aproximou-se do vendedor de bergamotas e perguntou: “É doce essa bergamota?”. Ela não tinha dinheiro, era visível isso.
O guri com olhos de bondade e gestos harmônicos, entre o sorriso e a compaixão, olhou bem nos olhos da senhora e respondeu: “Prove”. Ela, já com os olhos marejados, falou baixinho: “Eu não tenho dinheiro”. Ele fez que não escutou. Ela descascou a fruta. Ele continuava a vender as bergamotas.
Ela comprovou toda a doçura da fruta e do momento. Ele colocou mais quatro bergamotas num saquinho e deu nas mãos dela. Ela sorriu e saiu “devagarzinho” com um sorriso que encobria todo o seu rosto. Ele sorria ainda mais.
E continuou a vender as bergamotas: “Bergamotas doces, para a gente ter um dia doce, bons frutos para um dia doce”.
É preciso olhar a vida com olhos doces. Quem viu a cena que eu vi, com toda a certeza do mundo ganhou o dia e aprendeu muito com àquele guri.
“Olha a bergamota” – mas olhe de verdade.
É minh’alma que diz,
É minh’alma que num silêncio te desenha,
É minh’alma que navega em tuas águas,
São tão nossos, nossos momentos...
É minh’alma que num silêncio te desenha,
É minh’alma que navega em tuas águas,
São tão nossos, nossos momentos...
Em teus braços sou tão feliz,
Em meu coração a todo instante soa “venha”,
Longe de ti o tempo é triste, a lua é lágrima,
Uma febre, um calafrio, um suor, um batimento...
Em meu coração a todo instante soa “venha”,
Longe de ti o tempo é triste, a lua é lágrima,
Uma febre, um calafrio, um suor, um batimento...
A falta grita tendo a sacada como moldura,
Uma tela que espera ser desenhada,
O paraíso agora começa a ser explicado,
Quando ouço teus passos a subir as escadas...
Uma tela que espera ser desenhada,
O paraíso agora começa a ser explicado,
Quando ouço teus passos a subir as escadas...
terça-feira, 2 de junho de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
sábado, 16 de maio de 2015
O amor sempre foi e sempre será meu alimento... um vento bom que se instala e move velas e corações... acredito que os homens um dia deixarão de apenas ver e comecem a enxergar... acredito na minha coerência e no que perco materialmente por ser assim... mas estou bem tranquilo... de cabeça erguida e de alma livre... talvez um dia eu seja melhor compreendido e minhas linhas sejam realmente interpretadas... talvez o que quero seja utopia, mas vou lutar sempre...
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Só para esclarecer
No meu coração cabem tantas coisas...
Luares, cantares, mares
Olhares solares
Bocas cantantes
Pessoa, Cecília, Quintanares
Só o que na cabe
Só o que a mim não cabe
É que me digam o tamanho dos meus sonhos
Isso é só meu
Luares, cantares, mares
Olhares solares
Bocas cantantes
Pessoa, Cecília, Quintanares
Só o que na cabe
Só o que a mim não cabe
É que me digam o tamanho dos meus sonhos
Isso é só meu
Grato aos meus “amigos“ que entendem que manhãs chuvosas são preciosas, pois fazem crescer sonhos e rosas e novas manhãs.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Quanto a exatidão descobre que a
surpresa é fundamental
Baldes de mares teimam em encher dedais
Assim esquecemos dos beijos no meio da tarde
Das cartas redigidas a mão
É preciso surpreender
O amor necessita de arrepios e friozinhos na barriga
Amor não tem botão de liga e desliga
Botões que valem de verdade
São os que deliciosamente abrimos para sentir o corpo amado
terça-feira, 28 de abril de 2015
Um conto de sarda
Uma menina com sarda
Brincava atrás da cortina
Desenhava uma fada
A solitária menina
Queria que a fada
Num toque de sua varinha
Retirasse do seu rosto a sarda
E ela detrás da cortina
A fada não entendendo nada
E achando tão bela a menina
Num toque doce de fada
Desapareceu com a cortina...
Conversas
Ainda assim, acredito em minha varanda, em minha rede, em minha poesia... acredito que tudo é simples demais e complicamos tudo. Ainda assim, acredito em andar de mãos dadas, em dormir de conchinha e outras posições de encaixes. Ainda assim, sigo a buscar, a "me" perder, a "me" encontrar e, tenham certeza que o tempo passa rápido
demais e precisamos aproveitá-lo com muito amor, em todos os sentidos. Ainda assim, continuo a passear na praia, a escutar as gaivotas e a todo o momento resgatar o menino que mora dentro de mim. Às vezes me pergunto se estou no mundo certo. A resposta vem rápida: com certeza, não.
demais e precisamos aproveitá-lo com muito amor, em todos os sentidos. Ainda assim, continuo a passear na praia, a escutar as gaivotas e a todo o momento resgatar o menino que mora dentro de mim. Às vezes me pergunto se estou no mundo certo. A resposta vem rápida: com certeza, não.
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