quarta-feira, 28 de novembro de 2012


LIQUIDIFICADOR                                                                                            

Àquele que estudava cartografia
E via seus mapas jogados num liquidificador
Beirava abismos inteiros, e cafés amargos para acordar a poesia
Insônia de mares, pernoites em estradas, olheiras sem cor

Entenda que a sobriedade dos dias passa pela noite e por um bom vinho
Bêbado é o destino, mas é preciso... E ser preciso medida não há
Se todo mundo diz que é preciso ir, por favor, não vá
Multidão é a melhor maneira de se sentir sozinho

Olhos verdes de um gato que percorre em riscos nossa noite
O que sangra, muitas vezes, mora longe do açoite
E se a vida nos coloca a frente de um liquidificador
Deixe-se misturar, o sumo que resiste e colore é o amor

Os pincéis correm por papéis brancos que a vida escolhe
Os desenhos são linhas da nossa alma
Às vezes uma tela demora uma vida, depois se colhe
O tempo é contado por folhas de calendário e por doses homéricas de calma

O que quero em todos os sentidos mora sempre na paz
Não quero o que me faz perder tempo e não poder te beijar ainda mais

A cor

Veja meus olhos; estão mais claros
Assim a claridade veste a cor
Se pensei conhecer o sol, eu não sabia
Todo o sol maior que é o real amor

Entendo agora todo o sentimento
Que explodia e ao mesmo tempo se escondia em mim
Pérolas raras em mares e marés envoltos pelos ventos
Traduzem todas as flores e reinventam o jardim

Carece entender que a felicidade é tecida
Num tear que o tempo desenha aos poucos
Algumas mensagens demoram muito a ser lidas

Algumas verdades são ditas por “loucos”
Veja que meus olhos vestem uma cor
Que tem olhos de rainha e a quem chamo de amor

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Aprendamos a aprender

Aprender é o primeiro verbo para se poder viver... para amar é preciso aprender... para ser é preciso aprender... para querer é preciso aprender... para entender o outro é preciso aprender... Aprender é um verbo coronário... as veias do aprender percorrem o corpo todo... o sorriso nasce assim, o beijo nasce assim, o orgasmo nasce assim, o prazer nasce assim, o amor nasce assim... Que em 2012 aprendamos a aprender... e amaremos muito mais a partir disso... Edike Panda Carneiro... que aprendeu muito em 2011...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Receita

Liberdade é uma das cores do amor
Uma cor que misturada com harmonia e com sinceridade
Faz a vida ter mais cor

Parece simples, mas não é...

Depois de juntá-las coloque no amor muita amizade
Unte a forma com parceria e cafuné
Derrame beijos e abraços e carinhos à vontade

Leve ao coração por tempo indeterminado
E assista ele crescer com verdade, poesia e sabor

O amor compromete

O amor compromete

Assim como tem compromisso a lua e o luar
O amor compromete
Assim como a areia gosta de ser molhada pelo mar
O amor compromete
Assim como jura compromisso a terra para o colher
O amor compromete
Assim como o querer que gosta de comprometer
O amor compromete
Assim com o sol compromete-se com o dia
O amor compromete
Assim como minha poesia se compromete com teu olhar
O amor compromete
Assim como meu cantar compromete-se cm tua folia
O amor compromete
Assim como meu ombro tem compromisso com teu calar

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O LIVRO

O livro de uma vida... final de setembro, primeira quinzena de outubro.
Assim que tiver a data definida mandarei os convites...
vem aí:

Betty Blue adora happy hour no Bagdad Café
Quando a lua não aparece e o mar fica a ver navios

Entre um café e outro

...


O olhar mexe com o corpo, arrepia a alma, aquece o mais do que o tanto...
A cor do tato desenha o corpo, redescobre a alma, expõe o mais do que o tanto...
A boca umedece o corpo, acalenta a alma, deseja o mais do que o tanto...
O amor é a refeição do olhar, do corpo, da alma e do mais do que o tanto...

...

A alma tem em sua face um luar... claridade, quase uma febre, que nos acende por dentro... o amor tem alma, muito mais do que corpo, o amor é querer estar junto mesmo na distância, o amor sempre aquece nosso rosto, feito um sopro

...

O coração explode... um arrepio grita teu nome... a esquina foi tatuada com minha sede.... e tua ausência me dá fome

...

Intensamente foi a forma que descobri para desenhar palavras
Os interruptores d’alma são toques que aceleram o sentimento
Toda essa energia vale se puder mover o coração
O resto é vento...

...

Tudo pode ser uma questão de dizer nada.

...

Já virei a página sem ter entendido o livro.
(Meu amigo, amor não é adivinhação)...

Entre um café e outro

...


Nem mesmo o mar poderá te dizer por onde andei naufragando.

...

Enfim, fica tatuado um beijo no teu coração, pra te sentires beijada sempre...

...

Lembrança é a ferrugem pelo arame da saudade...

...

Agora meu mundo estava mais próximo, não sei “próximo do que nem de onde”, mas, com certeza, estava mais próximo de algum lugar.

Lugar é um grande pássaro que adora viajar, em bandos, em bares, em mares...

...

Acordei ontem ao lado de três reticências...

...

Não me venhas falar de falta de espaço, no mesmo momento em que olhas para o céu...

...

Quem inventou o frio não te conhecia...

...

O que o mar tem pra contar, ele canta.



Essa chuva

Acende uma chuva aqui dentro
Vindo de um lustre com uma luz fraca
Uma dor conta pingos
Uma espera que o destino crava
Um “não sei lá” que responde tudo
Uma alma que não se lava
Um grito encharcado e mudo
Um querer quase absurdo
Vontade de te ver
Um amor que me faz ser
Tudo àquilo que eu sempre quis ser
E essa chuva que não passa



Cartografia

Engoliu à seco para lavar a alma... Naufragou, logo a seguir respirou e ao levantar a cabeça avistou novas terras... Acabei aprendendo com a cartografia o prazer de me perder, o prazer de desejar sempre a liberdade, seja qual forem os cursos d’água... Vou bem entre minhas loucuras e as fotografias amareladas que ainda guardo. Vejo o futuro com bons olhos e o amor parece que floresce, logo posso colhê-lo... quem saberá... Infinitamente eu me permito parar de vez em quando... Nesse momento, aí eu ando...

Contemporâneo

Nosso romance começou num bar.
Eu, tomava seu tempo.
Você, vodca.

Depois fomos num teatro.
Eu, assistia a peça.
Você, pregava uma.

Fomos num motel.
Eu, pedia uísque.
Você, vinha com gelo.

(Enquanto eu tomava a iniciativa, você procurava a sua posição)

Você caía na cama.
Eu, na vida.

Alguns meses depois, após o primeiro encontro,
nos encontramos num trem.
Eu, dizia que era primavera.
Você, parava em qualquer estação.

Anos depois, soube por alguém,
que enquanto eu escutava Caetano,
você saía com Chico, meu melhor amigo.

Marcas, tatuagens e silêncios

Espelhávamos na própria carne quando pressentíamos a dor
e tudo era uma coisa só e tudo era só
chamávamos segredo o que era intenção ardente
propúnhamos ser o que não éramos para resistir à vida
vez por outra éramos apunhalados por nossos medos
quebrávamos bússolas, rasgávamos mapas, sujávamos lentes
havíamos atingido toda a inconstância das coisas tidas como certas
e velas abertas singravam mares, bares, ares e alhos e bugalhos
entendíamos que assim resistiríamos mais
ledo engano
depois de algum tempo nos reencontramos e não falamos nada
mas havia em nossos olhares uma dor
que por não ter sentido algum
marcaria toda a nossa vida

Fomes

Era inevitável a queda
frente ao vazio que se fazia
era café sem bolacha, sem fatia
era fome o que o coração mostrava e dizia

era inevitável o pranto
frente ao exposto
era lição sem cartilha
era um mar imenso sem nenhuma possível ilha

era inevitável o fim
frente ao penúltimo capítulo que se escrevia
era final feliz sem nenhum par
era romance sem nenhuma poesia

a fome comia...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A paz

Toda a paz que sinto agora tem um quê que me devora
Devorou minhas angustias, inquietações e meus medos
A tristeza quando vem, passa e vai embora
Levou na mala também meus lamentos...

Minha’lma mais clara lê bem melhor os meus dias
É preciso encarar os erros para sorrir mais na conquista
O receio quando vem, passa e vai embora
Levou na mala também uma vasta lista

Lista que detalhava somente o que me prendia
Corpos, olhares, mentes, que eu sem provar engolia
Comia verdades que não eram minhas e depois ardia
Febre de não ter o que realmente eu tanto queria

Comecei assim a sorrir mais, a plantar na terra meus sonhos
A colher abraços cada dia mais sinceros
A semear nos meus caminhos a minha alegria
Em linhas que eu mesmo cosia

Fortaleci com energia o que era minha maior fraqueza
De não fazer primeiro por mim, e fazer assim para o mundo
Descobri que meu olhar aberto me fazia sorrir mais
E quem estava ao meu redor também mais sorria

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Falta pouco

O livro de uma vida... final de setembro, começo de outubro...
Assim que tiver a data definida mandarei os convites...
vem aí:

Betty Blue adora happy hour no Bagdad Café
Quando a lua não aparece e o mar fica a ver navios
Bêbado

Toma café,
toma vergonha,
toma ônibus,
toma banho,
toma jeito,
toma cachaça...
E quando quiseres...
Toma meu coração.

Motivo

Quando uma corda puxa a noite
O dia vai e se enforca de ciúme.
Quando uma corda puxa o dia
A noite vai e ser enforca de ciúme.
Quando chega a madrugada
A noite e o dia se enforcam com a mesma corda...

Cartografia

Engoliu à seco para lavar a alma... Naufragou, logo a seguir respirou e ao levantar a cabeça avistou novas terras... Acabei aprendendo com a cartografia o prazer de me perder, o prazer de desejar sempre a liberdade, seja qual forem os cursos d’água... Vou bem entre minhas loucuras e as fotografias amareladas que ainda guardo. Vejo o futuro com bons olhos e o amor parece que floresce, logo posso colhê-lo... quem saberá... Infinitamente eu me permito parar de vez em quando... Nesse momento, aí eu ando...

Desejo

Desejo


Se não posso sentir
mais do que tu me permites
ainda assim sigo sentindo
tudo aquilo que não sentes
e, quando feres os meus olhos
com teus limites,
correm em minhas veias
desejos repentes

Ao contrário do que vês,
não sou tão pura,
pois minha boca
solta uma mulher ardente
enquanto crês que me tens,
sou vã procura
embora aches que sou completa,
vejo-me doente...

Ao passo que vives encanto,
sou tortura
e, quando vivo em brasa,
és decente
O que faço por amor
chamo loucura
Talvez, por isso, eu seja inocente...

Fomes

Era inevitável a queda
frente ao vazio que se fazia
era café sem bolacha, sem fatia
era fome o que o coração mostrava e dizia

era inevitável o pranto
frente ao exposto
era lição sem cartilha
era um mar imenso sem nenhuma possível ilha

era inevitável o fim
frente ao penúltimo capítulo que se escrevia
era final feliz sem nenhum par
era romance sem nenhuma poesia

a fome comia...

Amores

Amo sempre como nunca

ainda é cedo para amar tarde
paixão é mercúrio
amor é mertiolate

teu beijo... assopra?