quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Estou assim meio fora de foco ou dentro da minha coerência... ou insinuando que tudo faz parte de uma coisa só...
Meio comendo inteiro e esquecendo as beiradas...
Dando de dedo aos hipócritas... e aos falsos...
Lendo Mariana Alcoforado e estendendo todas as cartas...
Não preciso de CEP, nem de bons comentários...
Preciso de broas com chá com as pessoas que amo...
Preciso de boas músicas, bons livros e filmes com boa fotografia e roteiro...
Preciso dos sorrisos dos meus filhos e da certeza que serão felizes...
Preciso que meus amores, todos, os amores passados, os amores presentes, os amores futuros e que todos saibam que sempre fui sincero...
Preciso fazer entender que minhas loucurinhas fazem parte de um grande acerto... e que o tempo elucidará tudo...
Estou assim em meio a tremores no maior número da escala...
Às vezes me faço mudo para poder gritar...
Sou louco por mar e creio que “quereres” e  “navegares” fazem parte de um grande acerto...
Sou apaixonado pela vida e pelas flores que dela nascem... Crescem... Agigantam-se e provocam amores encantadores e encantados...
Meu coração me provoca, a provocação me determina, a determinação faz que eu conquiste minha alegria...
Entendo que querer é o começo e começar é necessário todos os dias e que não querer é começar a morrer cedo... E que ter medo tem dias que se faz necessário, pois nos dá calma e paciência para depois não ter medo algum...
Hoje sei que o amor é muito mais amplo, mais forte, mais inevitável... Sinceridade e transparência faz gozar... Ai, ai, ai... Entendo que palavras são fortes demais e é preciso ter cuidado com elas...
Foco é o esposo da foca e coerência depende do jeito que a gente vê a vida... E filtro solar é muito bom, mas amor é melhor ainda...

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A andorinha e o mágico


A andorinha procura um mágico

Pois ela ouviu dizer


Que mágicos fazem sorrir


E desaparecem para esquecer




A andorinha é tão sozinha

É triste por uma paixão

E pensa que apenas uma varinha

Traga de volta o seu verão


O mágico ao ver a andorinha

Ficou solene e de joelhos

Disse: “quem voa é mais feliz"

E transformou em príncipe seu último coelho

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Um conto de sarda


Uma menina com sarda
Brincava atrás da cortina
Desenhava uma fada
A solitária menina


Queria que a fada
Num toque de sua varinha
Retirasse do seu rosto a sarda
E ela detrás da cortina


A fada não entendendo nada
E achando tão bela a menina
Num toque doce de fada
Desapareceu com a cortina...
Poeminha do primeiro dia

Todo o andar é cedo

Quando se tem medo
Meio fora de foco - Fpolis/janeiro/14/2012

Estou assim meio fora de foco ou dentro da minha coerência... ou insinuando que tudo faz parte de uma coisa só...
Meio comendo inteiro e esquecendo as beiradas...
Dando de dedo aos hipócritas... e aos falsos...
Lendo Mariana Alcoforado e estendendo todas as cartas...
Não preciso de CEP, nem de bons comentários...
Preciso de broas com chá com as pessoas que amo...
Preciso de boas músicas, bons livros e filmes com boa fotografia e roteiro...
Preciso dos sorrisos dos meus filhos e da certeza que serão felizes...
Preciso que meus amores, todos, os amores passados, os amores presentes, os amores futuros e que todos saibam que sempre fui sincero...
Preciso fazer entender que minhas loucurinhas fazem parte de um grande acerto... e que o tempo elucidará tudo...
Estou assim em meio a tremores no maior número da escala...
Às vezes me faço mudo para poder gritar...
Sou louco por mar e creio que “quereres” e  “navegares” faz parte de um grande acerto...
Sou apaixonado pela vida e pelas flores que dela nascem... Crescem... Agigantam-se e provocam amores encantadores e encantados...
Meu coração me provoca, a provocação me determina, a determinação faz que eu conquiste minha alegria...
Entendo que querer é o começo e começar é necessário todos os dias e que não querer é começar a morrer cedo... E que ter medo tem dias que se faz necessário, pois nos dá calma e paciência para depois não ter medo algum...
Hoje sei que o amor é muito mais amplo, mais forte, mais inevitável... Sinceridade e transparência faz gozar... Ai, ai, ai... Entendo que palavras são fortes demais e é preciso ter cuidado com elas...
Foco é o esposo da foca e coerência depende do jeito que a gente vê a vida... E filtro solar é muito bom, mas amor é melhor ainda...


No que estou pensando?
Nessa chuva que tanto me encanta
No sonho do sol que haverá de beijar essa chuva
No beijo sonhado nas esquinas do tempo
Nesse vento que aos poucos tanto nos ensina
Na flor que me traduziu a primavera

(Enquanto isso, escuto aqui de casa o mar
Um encontro de águas...
Abro Quintana e me perco em seus caminhos

E quem disse que eu quero “me” achar????
Na hora que vem aquele sentimento de se estar perdido, 

o amor é mapa...
O amor, entende-se o que faz sorrir incondicionalmente, é luar de lua tanta, tempestades de águas boas, beijos de rios em bocas canoas, Florbela Espanca em tardes de café e bolinhos de chuva... Decifrá-lo não seria tão exato, determiná-lo seria tão impreciso, o melhor seria deixá-lo entre o sonho e o lençol, entre o raio e o sol, num gole de um vinho tinto seco, beirando uma canção de Cecília... O amor é compreensão, é vigília, é abraço sem tempo, é abraço na ausência, é um beijo sem medo, é segredo que se lê no olhar... É um mar inteiro na boca, saliva de prazer e de tara, um cobertor para qualquer hora, uma compressa que surge sempre e sara... O amor, entende-se o que faz cantar incondicionalmente, é o querer conjugando tempos e pessoas com um toque mágico de todos os verbos, é ligação por pensamento, por gestos e por coração... o amor em noite escura é visão, o amor na procura é claridade, é ajuste na exatidão da felicidade, é a existência de todas as razões pela verdade de não se precisar razão nenhuma... o beijo que beija diferente, o enxergar independente na lente, é nunca deixar a vida sozinha, é o rei colorindo o reino de sua rainha... O amor, entende-se o que faz gozar incondicionalmente, é um céu inteiro no quarto, são estrelas brilhando na sala, na hora do muro alto ele é salto, no silêncio triste ele é fala... É uma janela de raios de sol que bate à mesa, uma canção de Chico que não tem data, um gole no calor de uma sonhada cerveja, na hora de se sentir perdido o amor é mapa... No teu dia o amor se faz assim: todos os dias, todos os jeitos, faz querer mais no querer poesia, faz o florir mais no querer jardim... No teu dia o amor é paz... é Eduardo é Mônica, é Léo e Bia, são todas as canções em alquimia... É declamar Fanatismo meia-noite, meia luz, ao meio-dia... Toda e qualquer hora recriando a mesma via... Caminho que se faz para encontrar a mina, que faz estancar qualquer que seja a dor, em versos de um sentimento assim tão claro, que eu encontrei tua rima, tua alma, teu corpo, nosso amor....


Música

O amor é música

Arranjos, harmonia

Notas encantadas

toda a noite, todo o dia

O amor é vontade de dançar

O amor é o invisível que a gente vê

O amor é se deliciar na simplicidade

O amor é rir sozinho tomando chuva

O amor é música de Chico e Cartola

É poesia de Florbela e Quintana

É também ver filme abraçadinho

É também comer pipoca no parque

É passeio na praia, é catar conchas

É a liberdade do outro

É a nossa liberdade

É a felicidade incondicional

É estar ao lado qualquer que seja o momento

É acalmar o ser amado no maior dos tormentos

É fazer cafuné, é fazer comidinha gostosa

É flor no vaso na hora do café

Dar importância ao detalhe

Saber do que o outro gosta

Entender o corpo da mulher amada

Compreender seus caminhos e voltas e abrigos

Amor é música mesmo no silêncio

Amor é querer muito

É uma lua, é um sol, juntos

O amor é de natureza franca 

e é preciso respeitar essa premissa

domingo, 30 de agosto de 2015

Um conto de sarda


Uma menina com sarda
Brincava atrás da cortina
Desenhava uma fada
A solitária menina


Queria que a fada
Num toque de sua varinha
Retirasse do seu rosto a sarda
E ela detrás da cortina


A fada não entendendo nada
E achando tão bela a menina
Num toque doce de fada
Desapareceu com a cortina...

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Aos quinze anos (Como da vez primeira)

Minha pele faz-se papel
Pergaminhos de poesias à flor dela
Arrepios ao ouvir teu nome
Meus poros feitos sonetos de Florbela

Meu encantamento percorreu tantos anos
Mantido intacto, mantido sereno
Muitas vezes disfarçado de abandono
N´outras esperançoso por um aceno

É este amor que eu canto agora
Amor maior de uma vida inteira
Que incendeia, colore, cora
Como da vez primeira

Não é por acaso que teu nome tem mar
Pois naveguei sem cansar, pois vivi sem desistir
Minhas velas seguiam por sentir teu ar

Lembrar de ti era uma forma de existir
Saudade (uma poesia bem simples para enganar a noite que não passa)

O andar inteiro da noite inteira que demora em passar
Passo café, passo para a sala, passo roupa para adiantar
Que demora que cora, passo aqui dentro, passo lá fora
Passo o ponteiro das horas para frente para o dia mais rápido acordar
Só a saudade é que não passa
A saudade é que devora

Passo manteiga no pão, passo a mão no meu cabelo
Passo uma página do livro, passo um pano no banheiro
Passo a louça do escorredor para o armário
Passo a folha rapidamente do calendário
Passo a letra para o cantor
Só a saudade não passa, saudade do meu amor




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

As parceiras

Bebem noites, mas adoram café da manhã...
Mastigam palavras poeticamente,
e cinicamente arrotam desaforos...
Conversam com anjos.
Passam os finais de semana no inferno.
Compram tapetes na feira livre.
Adoram tapetes voadores e persas...
Riem com cumplicidade e choram do mesmo modo.
Possuem palavras doces,
que transformam em cicatrizes outras palavras...
Mudam a sala a toda hora.
Fazem as malas a todo instante.
Adoram samambaias e cult movies.
São contraditórias,
mas nós amamos suas histórias...
E por paixão e risco nos entrelaçamos a elas...

(As parceiras não tem nexo. Nem sexo devem ter.
São línguas, do hiato ao plural. Muito de transbordar nada,
pouco de preencher tudo)

São assim as parceiras,
que muitas vezes nem primeiras são...
As parceiras são pele e flor.
Viver sem elas seria cômodo demais.



Túlio Piva  
               
Quando a lua do destino decidiu viajar
malas na sala, recados no mar
Assim veio um menino sem passagem, sem lugar
que também queria o céu...
Escreveu, ao lembrar do tanto, de um passado tão bom
e ele “nem sei em que data"...  clareou a viagem
Quem nunca ouviu Túlio Piva que me desculpe
Minha lua de menino sempre foi pendurada no céu
“feito um pandeiro de prata".


O acaso brinca de rima
          
Cabe-me, por encaixe, o olhar inteiro das bocas do acaso
Afasto-me quando, ao meu encalço, andam apressadas bocas métricas
Mergulho em luas claras e transparentes como se o medo fosse o raso
E não venham me dizer que almas são armadilhas bélicas

Atento aos relatosescuto a inconstante passagem do pensamento até o ato
Transformo-me num silêncio de lápide quando um grito quer ser mais forte do que o fato
Fatias inteiras de um bolo de chocolate do apartamento ao lado invadem lixos de uma favela
E, não venham me dizer, que corações sejam sempre as melhores janelas

Cabe-me a leveza da escrita para deixar dito o que tanto me aflige e alucina meu entender
Levado muitas vezes pelo interminável duelo daquilo do que se mais quer, com a razão burra de que não se precisa querer
Lanço-me aos poucos, aproveitando-me de noites escuras, para escrever poesias em muros que rodeiam almas tão vazias
E não me venham dizer que estou só, louco e o que entendo por felicidade sejam páginas de crônicas fictícias e fugidias...



Fomes                                                                                                 

Era inevitável a queda
frente ao vazio que se fazia
era café sem bolacha, sem fatia
era fome o que o coração mostrava e dizia

Era inevitável o pranto
frente ao exposto
era lição sem cartilha
era um mar imenso sem nenhuma possível ilha

Era inevitável o fim
frente ao penúltimo capítulo que se escrevia
era final feliz sem nenhum par
era romance sem nenhuma poesia

A fome comia...



Quietude

Invado meu silêncio com dores que o movimento do dia faz esquecer
Vejo uma multidão em minha frente ao apertar um botão
Mas ninguém me vê...

Trato assim minha tristeza
E a resposta que não recebo invade
Eu mesmo assopro

Vão-se velas em ventos que eu não criei
O tempo se faz mertiolate

Mas eu quero arder

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Um conto de sarda


Uma menina com sarda
Brincava atrás da cortina
Desenhava uma fada
A solitária menina


Queria que a fada
Num toque de sua varinha
Retirasse do seu rosto a sarda
E ela detrás da cortina


A fada não entendendo nada
E achando tão bela a menina
Num toque doce de fada
Desapareceu com a cortina...
Frases sem nexo entrelaçadas numa poesia só

Entendamos que amor tem tudo a ver com sorrisos mesmo na hora do pranto
Na hora do desespero chamam-se todos os santos
E vou te contar é melhor poucos e fiéis amigos do que tantos

Entendamos que amor tem a ver com vontade, olhar tarado e fidelidade
No momento exato do luar morre o sol em alguma cidade
Quem procura vela a olhar a mulher amada não sabe o que é claridade
A VOZ
A voz é linha da pipa
Que leva ao ar a canção
Que voa liberta entretida 
Lagarta, borboleta, transformação
E afasta o medo e o cerol
A voz mergulha sem rede
A voz é sol, alma, lua e coração
A voz é o mar na janela
Lumiar de estrelas, beijos de sol, arrastão
E afasta o medo e o anzol
A voz mata a sede
A voz não tem medo da lida
A voz na multidão, em capela
Um canto de amor à vida
E coloca a embarcação defronte ao farol