terça-feira, 17 de setembro de 2013

Quando digo inteiro também quero dizer me tome, me engula, me arranhe...
Sê inteiro em todos os pedaços...
Liberdade pode beijar laços... me jogue pra cima, sou tua gaveta, me desarrume...
Água, mar, suor, perfume, me banhe...
O tempo “se”

Vira-se o mundo, o tempo e a cara
O pior instante cicatriza e sara
Tudo pelo tempo se resolve
“Se “entende, “se” traduz, “se absolve”
O que nasce por ser mais vivido “se” agiganta
Transforma em laço o nó na garganta
O momento agora é de amor pleno
Daqueles escritos em longos devaneios de uma vida
Vez por outra leio um jornal,
mas àquilo que é tão normal me amedronta
Era uma vez é uma história que já se conta
E tudo o que fiz poesia sobre amor, caro amigo, existe
E é importante saber que não existe o alegre sem o triste
E fundamental saber que dedo em riste por ser uma forma de querer
Demorei em colocar e organizar minha prateleiras
Vidas inteiras de repente são dias, meses, estalos
É preciso, meu amigo, se ater ao que provoca calos
Muitas vezes atalhos são formas diretas de sofrer
Longos caminhos nos alertam e nos fazem entender
Que o tempo “se” é o livre arbítrio que mora em nosso acordar

Então pois, meu amigo, amanheça...
No que estou pensando?
Nessa chuva que tanto me encanta
No sonho do sol que haverá de beijar essa chuva
No beijo sonhado nas esquinas do tempo
Nesse vento que aos poucos tanto nos ensina
Na Flor que me traduziu a primavera

(Enquanto isso, escuto aqui de casa o mar
Um encontro de águas...
Abro Quintana e me perco em seus caminhos
E quem disse que eu quero “me” achar????


Não procure o coração no peito
Procure no jeito de se entender o amor
Não procure no dicionário
Procure nas mensagens em garrafas, nos olhares
O amor está sempre bem mais perto do que imaginas

Ele faz cócegas, te cutuca, te intica...
E de repente é tão tarde
Fuja disso

A rua mora no fim da casa
Onde a sala separa o quarto
O amor nesse caso é apenas um ato
De cômodos acomodados


Sinais

Diante do céu ainda claro
Margeou seu olhar no infinito
E desenhou o simples com o lápis do raro
Na moldura exata de um livro não lido
O que faz bem deve ser sempre procurado
E a felicidade é muito mais do que um achado
É um caminhar constante por todo o mundo

Mesmo que o lugar comum seja o tudo
É minh’alma que diz,
É minh’alma que num silêncio te desenha,
É minh’alma que navega em tuas águas,
São tão nossos, nossos momentos...

Em teus braços sou tão feliz,
Em meu coração a todo instante soa “venha”,
Longe de ti o tempo é triste, a lua é lágrima,
Uma febre, um calafrio, um suor, um batimento...

A falta grita tendo a sacada como moldura,
Uma tela que espera ser desenhada,
O paraíso agora começa a ser explicado,

Quando ouço teus passos a subir as escadas... 
I

Felicidade não precisa de álibi
É viajar e se encantar com os versos de Vander Lee
É deixar o coração a mercê, e não perguntar o porquê
É se deixar dizer “eu senti”

II

Felicidade é deixar o coração dizer
“eu senti” não precisa de álibi
Com os versos de Vander Lee a mercê
e não perguntar o porquê de se deixar viajar




O entender

O entender é um menino ingênuo
Com ele é preciso ter calma, paciência e zelo
O entender é apaixonado pela imperfeição
Precisa de canto, de tempo, de emoção

Entenda assim que cada olhar necessita
De saber que cada ato da vida é imensidão
Que é preciso aproveitar cada abraço
Com intensidade, com calor, com compreensão

A vida é breve e ao mesmo tempo eterna
Qualquer partida é prima irmã de toda a chegada
Vigiai com amor toda e qualquer estação

Tudo isso nos levará a entender com harmonia o que diz o coração
Quando voo sonho com o pouso
Ao pousar quero voar
As linhas que eu coso por querer
São minhas vestes para amar
Com elas fiz meu cobertor
Com gotas inteiras de mar



segunda-feira, 3 de junho de 2013

Acredite que assim há de ser tanto
quando teu cantar entender que também é a tua lida
coerência não precisa de perfeição
e errar faz parte de entender a vida

Escolha (Hai-Kai)


Todo mundo tem escolha
A felicidade pode ser um estalo
Como quem dança num papel bolha

quarta-feira, 8 de maio de 2013



uma fumacinha sai pela boca, sinais de fumaça, de um andar desconexo sem fim
um frio que beira o frio, que beira o tanto, que se faz rio
de correnteza intensa, de vinho sem mesa, de costuras sem fio

tece linha tece
linha tece a lã
lá em casa só
desenhando o
cobertor
juntando linha por
linha
e chega o frio
sem dó
cubro a cabeça
fica o pé
tece linha tece
mas não entristece
o amor

segunda-feira, 29 de abril de 2013


Tinha um jeito de bagunça àquele coração de gaveta desarrumada.
Um olhar assim meio amassado.
Um olhar meio de lado.
Quase que implorando ser perdoado.
Quase um talvez, quase uma cilada.
Grito feito um grito calado.
Ai... ai... ai...
Assim mesmo... 
Boquiaberto...
Fio desencapado...
Choque...
Sem toque...
Meio arruaça sem resultado...

Veio o querer
E “me” ajeitou...

E eu encontrei rimas onde não havia nem palavras

Sinais

Diante do céu ainda claro
Margeou seu olhar no infinito
E desenhou o simples com o lápis do raro
Na moldura exata de um livro não lido
O que faz bem deve ser sempre procurado
E a felicidade é muito mais do que um achado
É um caminhar constante por todo o mundo
Mesmo que o lugar comum seja o tudo


O amor, entende-se o que faz sorrir incondicionalmente, é luar de lua tanta, tempestades de águas boas, beijos de rios em bocas canoas, Florbela Espanca em tardes de café e bolinhos de chuva... Decifrá-lo não seria tão exato, determiná-lo seria tão impreciso, o melhor seria deixá-lo entre o sonho e o lençol, entre o raio e o sol, num gole de um vinho tinto seco, beirando uma canção de Cecília... O amor é compreensão, é vigília, é abraço sem tempo, é abraço na ausência, é um beijo sem medo, é segredo que se lê no olhar... É um mar inteiro na boca, saliva de prazer e de tara, um cobertor para qualquer hora, uma compressa que surge sempre e sara... O amor, entende-se o que faz cantar incondicionalmente, é o querer conjugando tempos e pessoas com um toque mágico de todos os verbos, é ligação por pensamento, por gestos e por coração... o amor em noite escura é visão, o amor na procura é claridade, é ajuste na exatidão da felicidade, é a existência de todas as razões pela verdade de não se precisar razão nenhuma... o beijo que beija diferente, o enxergar independente na lente, é nunca deixar a vida sozinha, é o rei colorindo o reino de sua rainha... O amor, entende-se o que faz gozar incondicionalmente, é um céu inteiro no quarto, são estrelas brilhando na sala, na hora do muro alto ele é salto, no silêncio triste ele é fala... É uma janela de raios de sol que bate à mesa, uma canção de Chico que não tem data, um gole no calor de uma sonhada cerveja, na hora de se sentir perdido o amor é mapa... No teu dia o amor se faz assim: todos os dias, todos os jeitos, faz querer mais no querer poesia, faz o florir mais no querer jardim... No teu dia o amor é paz... é Eduardo é Mônica, é Léo e Bia, são todas as canções em alquimia... É declamar Fanatismo meia-noite, meia luz, ao meio-dia... Toda e qualquer hora recriando a mesma via... Caminho que se faz para encontrar a mina, que faz estancar qualquer que seja a dor, em versos de um sentimento assim tão claro, que eu encontrei tua rima, tua alma, teu corpo, nosso amor....

Noite com Marisa Monte, o destino tece a linha, para fazer o lençol
A Flor encontra a Joaninha, o rei encontra a rainha, a lua enfim beija  o sol
(tudo o que é pra ser, será)


Florianópolis, 29 de abril de 2013


É minh’alma que diz,
É minh’alma que num silêncio te desenha,
É minh’alma que navega em tuas águas,
São tão nossos, nossos momentos...

Em teus braços sou tão feliz,
Em meu coração a todo instante soa “venha”,
Longe de ti o tempo é triste, a lua é lágrima,
Uma febre, um calafrio, um suor, um batimento...

A falta grita tendo a sacada como moldura,
Uma tela que espera ser desenhada,
O paraíso agora começa a ser explicado,
Quando ouço teus passos a subir as escadas...
 Edike Carneiro

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


Quadrinha do querer e da liberdade

Deixe aberta a janela do destino
Para a vida não ficar, assim, tão tonta
E quando, por encanto, tocar o sino
Deixe o amor, em liberdade, tomar conta