O olhar mexe com o corpo, arrepia a alma, aquece o mais do que o tanto...
A cor do tato desenha o corpo, redescobre a alma, expõe o mais do que o tanto...
A boca umedece o corpo, acalenta a alma, deseja o mais do que o tanto...
O amor é a refeição do olhar, do corpo, da alma e do mais do que o tanto...
...
A alma tem em sua face um luar... claridade, quase uma febre, que nos acende por dentro... o amor tem alma, muito mais do que corpo, o amor é querer estar junto mesmo na distância, o amor sempre aquece nosso rosto, feito um sopro
...
O coração explode... um arrepio grita teu nome... a esquina foi tatuada com minha sede.... e tua ausência me dá fome
...
Intensamente foi a forma que descobri para desenhar palavras
Os interruptores d’alma são toques que aceleram o sentimento
Toda essa energia vale se puder mover o coração
O resto é vento...
...
Tudo pode ser uma questão de dizer nada.
...
Já virei a página sem ter entendido o livro.
(Meu amigo, amor não é adivinhação)...
terça-feira, 23 de setembro de 2014
O amor compromete
Assim como tem compromisso a lua e o luar
O amor compromete
Assim como a areia gosta de ser molhada pelo mar
O amor compromete
Assim como jura compromisso a terra para o colher
O amor compromete
Assim como o querer que gosta de comprometer
O amor compromete
Assim com o sol compromete-se com o dia
O amor compromete
Assim como minha poesia se compromete com teu olhar
O amor compromete
Assim como meu cantar compromete-se cm tua folia
O amor compromete
Assim como meu ombro tem compromisso com teu calar
Assim como tem compromisso a lua e o luar
O amor compromete
Assim como a areia gosta de ser molhada pelo mar
O amor compromete
Assim como jura compromisso a terra para o colher
O amor compromete
Assim como o querer que gosta de comprometer
O amor compromete
Assim com o sol compromete-se com o dia
O amor compromete
Assim como minha poesia se compromete com teu olhar
O amor compromete
Assim como meu cantar compromete-se cm tua folia
O amor compromete
Assim como meu ombro tem compromisso com teu calar
Aprender é o primeiro verbo para se poder viver... para amar é preciso aprender... para ser é preciso aprender... para querer é preciso aprender... para entender o outro é preciso aprender... Aprender é um verbo coronário... as veias do aprender percorrem o corpo todo... o sorriso nasce assim, o beijo nasce assim, o orgasmo nasce assim, o prazer nasce assim, o amor nasce assim... Que aprendamos a aprender... e amaremos muito mais a partir disso...
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Um conto de sarda
Uma menina com sarda
Brincava atrás da cortina
Desenhava uma fada
A solitária menina
Queria que a fada
Num toque de sua varinha
Retirasse do seu rosto a sarda
E ela detrás da cortina
A fada não entendendo nada
E achando tão bela a menina
Num toque doce de fada
Desapareceu com a cortina...
Boas companhias
Leminski passe a vodca, fala Cazuza
Bucowiski bebeu toda conversando com Drummond, responde Renato Russo,
mas tem outra garrafa comigo, ele esclarece
Vinicius joga ludo na sala com Tom
Quintana joga conversa fora no Majestic com Érico
Pessoa toma chá na varanda com Marta Medeiros
O que colocaram neste chá? pergunta o português
Florbela declama e os olhos fixos de Chico já desenham uma canção
Gullar, Cecília e Borges assistem de novo Betty Blue
Amélie bebe o destino encantadoramente e uma festa se faz.
Cartola chama o síndico...
“Ai se o mundo inteiro me puder ouvir...” Tim-tim, Tim Maia.
“Com que roupa que eu vou?”, pergunta Lupi.
Noel responde “Vá vestido de felicidade”
Leminski passe a vodca, fala Cazuza
Bucowiski bebeu toda conversando com Drummond, responde Renato Russo,
mas tem outra garrafa comigo, ele esclarece
Vinicius joga ludo na sala com Tom
Quintana joga conversa fora no Majestic com Érico
Pessoa toma chá na varanda com Marta Medeiros
O que colocaram neste chá? pergunta o português
Florbela declama e os olhos fixos de Chico já desenham uma canção
Gullar, Cecília e Borges assistem de novo Betty Blue
Amélie bebe o destino encantadoramente e uma festa se faz.
Cartola chama o síndico...
“Ai se o mundo inteiro me puder ouvir...” Tim-tim, Tim Maia.
“Com que roupa que eu vou?”, pergunta Lupi.
Noel responde “Vá vestido de felicidade”
O amor nunca é problema.
Amor é solução de grau quente...
Equação resolvida é enganação...
O valor do x que não se precisa é tentação...
Amor é matemático... Emblemático...
Às vezes patético...
Noutras, centrado...
Histérico, docemente nervoso...
Amor é amor até de lado... Hummmmm...
Amor é didático, amor é linguagem... Hummmmmm...
Amor é suor... Amor precisa suar...
Precisa soar... quer asas e ares e liberdades...
Amor é café da manhã... é pão... é sexo....
É margarina... Hummmmmm
Amor é mulher menina...
É um zoom... que pega tudo.... Hummmmm
Ah... amor não é dois
Amor é hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
Amor é solução de grau quente...
Equação resolvida é enganação...
O valor do x que não se precisa é tentação...
Amor é matemático... Emblemático...
Às vezes patético...
Noutras, centrado...
Histérico, docemente nervoso...
Amor é amor até de lado... Hummmmm...
Amor é didático, amor é linguagem... Hummmmmm...
Amor é suor... Amor precisa suar...
Precisa soar... quer asas e ares e liberdades...
Amor é café da manhã... é pão... é sexo....
É margarina... Hummmmmm
Amor é mulher menina...
É um zoom... que pega tudo.... Hummmmm
Ah... amor não é dois
Amor é hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Um conto de sarda
Uma menina com sarda
Brincava atrás da cortina
Desenhava uma fada
A solitária menina
Queria que a fada
Num toque de sua varinha
Retirasse do seu rosto a sarda
E ela detrás da cortina
A fada não entendendo nada
E achando tão bela a menina
Num toque doce de fada
Desapareceu com a cortina...
Fomes
Era inevitável a queda
frente ao vazio que se fazia
era café sem bolacha, sem fatia
era fome o que o coração mostrava e dizia
Era inevitável o pranto
frente ao exposto
era lição sem cartilha
era um mar imenso sem nenhuma possível ilha
Era inevitável o fim
frente ao penúltimo capítulo que se escrevia
era final feliz sem nenhum par
era romance sem nenhuma poesia
A fome comia...
Marcas, tatuagens e silêncios
Espelhávamos na própria carne quando pressentíamos a dor
e tudo era uma coisa só e tudo era só
chamávamos segredo o que era intenção ardente
propúnhamos ser o que não éramos para resistir à vida
vez por outra éramos apunhalados por nossos medos
quebrávamos bússolas, rasgávamos mapas, sujávamos lentes
havíamos atingido toda a inconstância das coisas tidas como certas
e velas abertas singravam mares, bares, ares e alhos e bugalhos
entendíamos que assim resistiríamos mais
ledo engano
depois de algum tempo nos reencontramos e não falamos nada
mas havia em nossos olhares uma dor
que por não ter sentido algum
marcaria toda a nossa vida
Desejo
Se não posso sentir
mais do que tu me permites
ainda assim sigo sentindo
tudo aquilo que não sentes
e, quando feres os meus olhos
com teus limites,
correm em minhas veias
desejos repentes
Ao contrário do que vês,
não sou tão pura,
pois minha boca
solta uma mulher ardente
enquanto crês que me tens,
sou vã procura
embora aches que sou completa,
vejo-me doente...
Ao passo que vives encanto,
sou tortura
e, quando vivo em brasa,
és decente
O que faço por amor
chamo loucura
Talvez, por isso,
eu seja inocente...
Colcha de retalhos
Meus amores estão nas entrelinhas de minha poesia
estão cobertos de rimas
estão encobertos por uma poeira fina de nome paixão
juntei tecidos tantos por tantos anos
tecidos suaves, finos, retalhos diversos e seda e chita
costurei uma colcha quente de lembranças
para acalmar meus invernos
estão cobertos de rimas
estão encobertos por uma poeira fina de nome paixão
juntei tecidos tantos por tantos anos
tecidos suaves, finos, retalhos diversos e seda e chita
costurei uma colcha quente de lembranças
para acalmar meus invernos
Túlio Piva (dedicado a Edike Noé Carneiro)
Quando a lua do destino decidiu viajar
malas na sala, recados no mar
Assim veio um menino sem passagem, sem lugar
que também queria o céu...
Escreveu, ao lembrar do tanto, de um passado tão bom
e ele “nem sei em que data"... clareou a viagem
Quem nunca ouviu Túlio Piva que me desculpe
Minha lua de menino sempre foi pendurada no céu
“feito um pandeiro de prata".
malas na sala, recados no mar
Assim veio um menino sem passagem, sem lugar
que também queria o céu...
Escreveu, ao lembrar do tanto, de um passado tão bom
e ele “nem sei em que data"... clareou a viagem
Quem nunca ouviu Túlio Piva que me desculpe
Minha lua de menino sempre foi pendurada no céu
“feito um pandeiro de prata".
Soneto sem métrica num sábado de frio aqui no Campeche a beber um cabernet
Têm horas que eu ando tanto
Noutras somente quero parar
Entendo que beijo na boca
É importante que falte o ar
Noutras somente quero parar
Entendo que beijo na boca
É importante que falte o ar
Acredito em frio na barriga
Em arrepio lá na espinha
Acredito no poder da língua
Ardentemente felina
Em arrepio lá na espinha
Acredito no poder da língua
Ardentemente felina
Tenho nuances de mulher
Que cosem o homem que sou
No teu corpo vivo minha casa
Que cosem o homem que sou
No teu corpo vivo minha casa
Minhas asas pousam no teu calor
O que chamam de intensidade
Eu simplesmente chamo de amor
O que chamam de intensidade
Eu simplesmente chamo de amor
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Um conto de sarda
Uma menina com sarda
Brincava atrás da cortina
Desenhava uma fada
A solitária menina
Queria que a fada
Num toque de sua varinha
Retirasse do seu rosto a sarda
E ela detrás da cortina
A fada não entendendo nada
E achando tão bela a menina
Num toque doce de fada
Desapareceu com a cortina...
Túlio Piva
Quando a lua do destino decidiu viajar
malas na sala, recados no mar
Assim veio um menino sem passagem, sem lugar
que também queria o céu...
Escreveu, ao lembrar do tanto, de um passado tão bom
e ele “nem sei em que data"... clareou a viagem
Quem nunca ouviu Túlio Piva que me desculpe
Minha lua de menino sempre foi pendurada no céu
“feito um pandeiro de prata".
Marcas, tatuagens e silêncios
Espelhávamos na própria carne quando pressentíamos a dor
e tudo era uma coisa só e tudo era só
chamávamos segredo o que era intenção ardente
propúnhamos ser o que não éramos para resistir à vida
vez por outra éramos apunhalados por nossos medos
quebrávamos bússolas, rasgávamos mapas, sujávamos lentes
havíamos atingido toda a inconstância das coisas tidas como certas
e velas abertas singravam mares, bares, ares e alhos e bugalhos
entendíamos que assim resistiríamos mais
ledo engano
depois de algum tempo nos reencontramos e não falamos nada
mas havia em nossos olhares uma dor
que por não ter sentido algum
marcaria toda a nossa vida
Desejo
Se não posso sentir
mais do que tu me permites
ainda assim sigo sentindo
tudo aquilo que não sentes
e, quando feres os meus olhos
com teus limites,
correm em minhas veias
desejos repentes
Ao contrário do que vês,
não sou tão pura,
pois minha boca
solta uma mulher ardente
enquanto crês que me tens,
sou vã procura
embora aches que sou completa,
vejo-me doente...
Ao passo que vives encanto,
sou tortura
e, quando vivo em brasa,
és decente
O que faço por amor
chamo loucura
Talvez, por isso,
eu seja inocente...
A tecelã
Tem uma fada na noite
Que tece mantas para os dias frios
Cachecóis de linhas tênues
Boas casas, qualificados fios
Bordados de amor latente
Frisos finos e corações enormes
Beijos de mares, namoros de rios
Enquanto depois de tanto trabalho
A fada sonha e desperta a cor do tanto
Os sonhos da fada colorem
Todos os sonhos que dormem
Num mágico e doce encanto
Que nossos corpos tais encantadas conchas
A cozer as tais apaixonadas linhas
Eternizem almas, cochilem de conchinhas
Aquecidas pelo amor, eterno manto
Tem uma fada na noite
Que tece mantas para os dias frios
Cachecóis de linhas tênues
Boas casas, qualificados fios
Bordados de amor latente
Frisos finos e corações enormes
Beijos de mares, namoros de rios
Enquanto depois de tanto trabalho
A fada sonha e desperta a cor do tanto
Os sonhos da fada colorem
Todos os sonhos que dormem
Num mágico e doce encanto
Que nossos corpos tais encantadas conchas
A cozer as tais apaixonadas linhas
Eternizem almas, cochilem de conchinhas
Aquecidas pelo amor, eterno manto
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
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